KARAMÁZOV – da Literatura para o Teatro (ou da Obra para a Vida)

 

Nos dias 15, 16 e 17 de novembro, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) apresentou “Karamázov – da Literatura para o Teatro”, um workshop de criação teatral a partir de texto literário, orientado pela atriz e encenadora Sónia Barbosa. Este workshop foi integrado num projeto de pesquisa e criação teatral a partir da obra literária “Os Irmãos Karamázov”, de Fiódor Dostoiévski.
Durante três dias, os participantes foram convidados a discutir questões do pensamento ‘dostoiveskiano’, à luz da contemporaneidade, a dramatizar personagens e situações, a transpor a linguagem literária para linguagem cénica e a criar breves exercícios teatrais.
As pessoas que participaram neste processo foram 14, com idades entre os 17 e os 74 anos, vindos de lugares tão próximos como Fiais da Telha, Canas de Senhorim ou Nelas, e de lugares tão distantes como Santa Comba Dão, Castro Daire, Aveiro, Guarda ou Alcobaça. Para a maioria das pessoas, esta foi a primeira participação numa ação do Serviço Educativo da FLL, o que não impediu a proximidade e a cumplicidade entre todos os elementos do grupo, tendo resultado exercícios extremamente interessantes e estimulantes, quer do ponto de vista da criação artística, quer do ponto de vista da exploração temática.
Tal como se pretendia, este processo potenciou, assim, uma abordagem filosófica, a partir das relações que se estabelecem continuamente entre mundo conceptual (do pensamento, das ideias, dos ideais) e mundo real (do quotidiano, das ações, dos hábitos).
Para além de proporcionar a participação em processos de pesquisa e criação teatral, este workshop permitiu promover o cruzamento entre teatro, literatura, escrita dramatúrgica e pensamento filosófico, assim como estimular competências expressivas, críticas e criativas.
Na obra citada, diz Fiódor Dostoiévski que “Somos assim: sonhamos o voo mas tememos a altura”. Neste caso, apesar dos receios e inseguranças pessoais, este grupo de pessoas arriscou e saiu em voo criativo pelos espaços físicos e simbólicos da FLL.

ACERT REGRESSA À FUNDAÇÃO LAPA DO LOBO

O passado sábado, 12 de novembro de 2016, foi mais uma noite de afetos entre a Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT) e a Fundação Lapa do Lobo (FLL), partilhado com quem assistiu a mais dois momentos extraordinários.
No âmbito dos festejos de 4 décadas de existência, a ACERT visitou a FLL para, em parceria, proporcionar 4 momentos culturais distintos. Depois de, a 22 de outubro, termos assistido aos dois primeiros momentos – o monólogo “Em memória ou a vida inteira dentro de mim”, de Pompeu José, numa co-produção do Trigo Limpo Teatro ACERT e do Grupo de Teatro da Vela, seguido de “Um capítulo sobre… teatro”, com o protagonista da peça apresentada – no passado sábado viveram-se mais dois momentos.
Inaugurou-se a Exposição “A Viagem do Elefante”, que documenta a Viagem do Elefante Salomão, num relato que cruza 14 localidades com a digressão do espetáculo de rua do Trigo Limpo teatro ACERT, que entre Maio e Setembro de 2014, atravessou as terras de Viseu Dão Lafões, apresentando-se em praças e largos de catorze localidades. Os textos são da responsabilidade de Sara Figueiredo Costa e as fotografias da autoria de Carlos Teles e Ricardo Chaves. A inauguração da exposição contou com a presença de algumas pessoas que participaram no teatro rua de “A Viagem do Elefante”, quer em Canas de Senhorim (Nelas), quer em Carregal do Sal, que enriqueceram a conferência, conduzida por Rui Fonte, da FLL, e José Rui Martins e Pompeu José, da ACERT. A exposição estará patente até final de dezembro de 2016.
Seguiu-se, no Auditório Maria José Cunha, o espetáculo “20 dizer”, onde José Rui Martins e Luísa Vieira “partilham o palco num exercício de comunicação, explorando a musicalidade da palavra e a simplicidade de dar voz a seduções emotivas. A leitura poética voando em múltiplas geografias com sonoridades que a embalam e impacientam (…) A música em incessantes movimentos, adoçando e resistindo a sentires e sentidos por onde a palavra devaneia (…). Palavras de sabor poético ditas e musicadas. Momentos íntimos e despretensiosos espalham recados de indignação ou carinho pelos segredos da vida e por uma felicidade de compartilhar desassossegos”.
Quatro afetos culturais, a celebrar quatro décadas de existência da ACERT, marcados por momentos distintos proporcionados na FLL, que vincaram nos presentes a vontade de celebrar mais vezes a cultura, independentemente do motivo e do formato, seja ele teatro, fotografia, poesia ou música.

Concerto de Jazz: “À Volta da Bossa Nova”

No passado sábado, dia 5 de Novembro, a Fundação Lapa do Lobo, recebeu pela terceira vez o pianista Michael Kotzian e a cantora de jazz Cláudia Franco, que desta vez se fizeram acompanhar pelo saxofonista César Cardoso, para um magnífico espetáculo de jazz que encheu por completo o Auditório Maria José Cunha. O tema deste Concerto foi a Bossa Nova, pelo que os temas interpretados sendo a sua maioria temas brasileiros criaram de imediato uma ligação muito interessante com o público. De Tom Jobim a Vinícius de Moraes foram interpretados temas como: “Água de beber” ” Corcovado” “Tarde em Itapoã” entre outros. Foram ainda interpretados temas originais de Michael Kotzian. Ficou uma vez mais a promessa de um regresso para um novo espetáculo.

PEQUENOS JARDINEIROS DAS MADRUGADAS

Oficina de Poesia Cromática/Plástica/Sensorial e Flores Silvestres de Portugal, a partir do livro “O Jardim de Babaï”, de Mandana Sadat

Foi assim esta semana, de escola em escola, como abelhinhas a espalhar sementes pelos alunos do Ensino Pré-Escolar.
Uma oficina programada pelo Projeto Alcateia – Serviço Educativo da FLL e orientada por Marina Palácio.

Das cores às flores, das palavras às ilustrações, do cheiro do deserto ao cheiro do mel, da lã de cordeiro ao caroço da azeitona, das árvores aos animais, dos cristais de neve aos sonhos a pincel, do olhar ao sentir…

Em breve, regressamos, porque ainda sobrou muita poesia para partilhar por esses jardins fora!

 

“Adivinho” – Canções em torno do vinho

No passado sábado dia 08 de outubro, a Fundação Lapa do Lobo retomou o Ciclo: “Tradicionalidades do Canto, da Dança e da Música” ciclo este iniciado em 2012. Foi com o espetáculo “ADIVINHO” – Canções em Torno do Vinho, pelo Colectivo Ciranda, que se fez o retomar do Ciclo. O tema deste e dos próximos espetáculos, centra-se nos afazeres agrícolas das diferentes épocas do ano e das culturas e colheitas de cada uma dessas épocas, bem como das tradições e das canções de cariz tradicional que estão intimamente ligadas ao afazeres da terra. Desta feita o tema trazido pelo Colectivo Ciranda foi como não podia deixar de ser, o Vinho. Pedro Fonseca, o grande dinamizador Ciclo e entusiasta do tema, fez as honras da casa, contextualizando o tema apresentado. Foi então que com o Auditório Maria José Cunha totalmente lotado, João Madeira, um dos elementos do Grupo Ciranda fez a abertura do evento com uma breve explicação acerca de agricultura biológica e tradicional. Após este momento inicial mais teórico passamos ao espetáculo propriamente dito. Com 5 músicos em palco, fomos embalados pela voz de Joana Dourado durante cerca de uma hora, onde foram cantados e tocados temas como: ” Ó minha mãe dos trabalhos” , “Corridinhos”, “Canção da vindima”, “São João da Guarda”, “Chula”, entre outros. Já no final e quando o público pediu um encore, Pedro Fonseca subiu também ao palco com a sua concertina e acompanhou o último tema apresentado – “Rosinha”. Foi sem dúvida uma forma excelente de retomar o Ciclo Tradicionalidades, que regressa dia 03 de dezembro num espetáculo acerca do azeite.

Apres. do Livro “Casa das Sete Senhoras” Concerto “Filho da Mãe”

Na passada sexta-feira, dia 07 de outubro o Auditório Maria José Cunha da Fundação Lapa do Lobo, recebeu uma vez mais o fotografo Tito Mouraz, para a apresentação do livro de fotografia – “Casa das Sete Senhoras”. Tito Mouraz, tem como é sabido, uma forte ligação afetiva com a aldeia da Lapa do Lobo, de onde são naturais a sua mãe e onde sempre viveram os seus avós maternos. Tito Mouraz passou parte da sua infância na Lapa do Lobo e recorda com bastante carinho esses tempos. Apaixonado pela imagem e pela fotogtafia analógica a preto e branco, este livro é uma vez mais um baú de memórias que se apresentam sobre a forma de rostos, de casas, de caminhos e de lugares. A Casa das Sete Senhoras, transporta a lugares envoltos em lendas e mistérios, como o próprio fez questão de nos contar, este título surge porque em Canas de Senhorim, num lugar conhecido por Casal, existiu em tempos uma família que tinha sete filhas, conta a lenda que numa família de sete irmãs uma delas seria bruxa, e assim todas ficaram solteiras, pois o receio dos pretendentes, seria que em sorte ou azar, lhes calha-se a afortunada irmã com supostos poderes para lá da explicação e da razão. A Casa das Sete Senhoras, foi já apresentada em diversos outros locais, quer a nível nacional, quer internacional, em Museus, Encontros de Fotografia, etc. Mas o Autor não quis deixar de o fazer, também aqui junto dos seus familiares e amigos, no lugar das suas memórias. Foi exatamente perante um Auditório completamente lotado de familiares e amigos, que o livro foi apresentado. Dr. Carlos Torres – Presidente do Conselho de Administração da Fundação deu as boas vindas, agradecendo e enaltecendo o trabalho do fotografo e amigo Tito Mouraz, que visivelmente contente agradeceu uma vez mais o carinho de todos, e depois disto foi feita a projeção do ensaio fotográfico, acompanhado pela música do Artista – “Filho da Mãe”, resultando num momento muito marcante para todos os presentes, pela força das imagens que se movimentaram ao som de acordes brilhantemente interpretados. Mais uma noite memorável vivida na Fundação Lapa do Lobo.

Puro entusiasmo na Fundação Lapa do Lobo

No passado sábado, 24 de setembro, no Auditório Maria José Cunha da Fundação Lapa do Lobo, todos se entusiasmaram com a conversa/performance do músico e professor Manuel Rocha, (atual Diretor do Conservatório de Música de Coimbra), num diálogo conduzido por Pedro Fonseca e Rui Fonte. A sós em palco, com o seu violino e, mais tarde, com a companhia de João Madeira na guitarra, Manuel Rocha complementava o discurso através da demonstração de algumas técnicas e da interpretação de alguns temas, de diferentes estilos. A dado momento, a performance de Manuel Rocha, ainda acompanhado na guitarra por João Madeira, contou também com a participação especial do Grupo de Cordas da Fundação Lapa do Lobo, interpretando em conjunto os temas “Desfolhada” e “Maria Faia”. A conversa sobre o entusiasmo da música continuou até subir a palco outra convidada – Catarina Moura. Desta vez, interpretaram-se os temas “Marião” e “Saudade”, este último já com o acompanhamento no acordeão de um dos anfitriões, também músico, Pedro Fonseca. A finalizar a noite, de palco cheio de entusiasmo e repleto de músicos, com Manuel Rocha a improvisar uma pequena orquestração com os elementos do Grupo de Cordas – com o acompanhamento de João Madeira na Guitarra, Pedro Fonseca na concertina e Catarina Moura na voz – ouviu-se o tema “A Rosinha”. Os artistas não abandonaram o palco sem interpretar mais uma vez, esta a pedido do público, a “Desfolhada”. Uma noite singular, que confirmou que a música, quando interpretada e encarada com entusiasmo, é uma extraordinária forma de diálogo entre as pessoas.

Inauguração da Exposição “Cuidado! Artistas em Liberdade”

No passado sábado dia 10 de setembro, a Galeria de Exposições da Fundação Lapa do Lobo, recebeu cerca de 3 dezenas de convidados para a inauguração da exposição de pintura e escultura – “Cuidado! Artistas em Liberdade” do artista Mário Madeira. Esta é já a terceira exposição que Mário Madeira trás à Fundação Lapa do Lobo. Natural de Viana do Castelo, vive atualmente em Caminha. Autodidata por natureza, adquiriu muita da sua técnica enquanto viveu em itália. Realizou e participou em inúmeras exposições coletivas e individuais e tem vindo a conquistar um lugar no panorama artístico contemporâneo a nível Nacional. Mário Madeira, é pintor por paixão, atento, observador e desassossegado, cria na tela um mundo muito seu, muito próprio. Carateriza-se pelas cores quentes e harmoniosas e não gosta de dar nome às suas obras, o que referiu nas palavras proferidas na inauguração. Dra. Mariana Torres – Curadora Cultural da Fundação Lapa do Lobo, fez as honras da casa e mostrou-se muito satisfeita por mais uma vez a Fundação ter patente uma exposição de um artista com provas dadas no panorama nacional.A exposição estará patente até inicio de novembro.

ABERTURA DE VAGAS PARA AULAS DE INGLÊS ( CONTINUIDADE E APERFEIÇOAMENTO) PARA O ANO LETIVO 2016/2017:

megaphone : do you speak englishAbertura de 15 vagas para aulas de inglês (continuidade e aperfeiçoamento)
Destinatários: Alunos que já frequentaram curso de inglês na Fundação, e/ou outros que queiram aprofundar conhecimentos.
Público- Alvo: Maiores de 18 anos.

As atividades decorrerão no Edifício Multifuncional da Fundação:
Sextas-feiras das 18h30 às 20h30.
Inicio: 23 de setembro 2016
Final: Junho de 2017.

As inscrições são feitas presencialmente no Edifício Multifuncional da Fundação Lapa do Lobo a partir do dia (07/09/2016) entre as 18h00 e as 20h00, as vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

ABERTURA DE VAGAS PARA AULAS DE INGLÊS (INICIAÇÃO) PARA O ANO LETIVO 2016/2017:

megaphone : do you speak englishAbertura de 12 vagas para iniciação de inglês
Destinatários: Quem nunca teve inglês e/ou tem noções muito básicas.
Público- Alvo: Maiores de 18 anos.

As atividades decorrerão no Edifício Multifuncional da Fundação:
Terças-feiras das 18h30 às 20h30.
Inicio: 20 de setembro 2016
Final: Junho de 2017.

As inscrições são feitas presencialmente no Edifício Multifuncional da Fundação Lapa do Lobo a partir do dia (07/09/2016) entre as 18h00 e as 20h00, as vagas serão preenchidas por ordem de chegada.