Concerto com “Figo Maduro”

Na noite de 24 de janeiro, o Auditório Maria José Cunha, da Fundação Lapa do
Lobo encheu-se para assistir ao espetáculo musical interpretado pelo Grupo “Figo Maduro”.
A convite da Dra. Mariana Torres – Curadora Cultural da FLL, que já conhecia o grupo, viveu-se um momento musical bastante apreciado por todos os presentes.
O grupo Figo Maduro é constituido pela família Jalles Vidal (Madalena Jalles – voz e guitarra, e os seus quatro filhos (Luísa, 20 anos – voz, piano e flauta transversal, Maria, 18 anos – voz e percussão, Madalena, 16 anos – voz e violino e João Maria, 14 anos – voz e violoncelo).
Com um reportório vasto, o concerto foi diversificado nos temas, dos mais ligeiros incluindo alguns cantados em português, aos mais clássicos, todos foram brilhantemente interpretados, para grande satisfação do público presente que aplaudiu calorosamente este grupo.
Sempre de uma forma descontraida, Madalena Jalles, foi conduzindo o concerto fazendo sempre a apresentação dos temas e dos responsáveis pelos arranjos musicais.
Perto do final, Madalena Jalles, partilhou com o público a história deste grupo e a forma como ele foi sendo conhecido no panorama da música nacional.
Fica portanto um pouco dessa história:

“Grupo composto por cinco elementos: mãe e quatro filhos. A sua primeira actuação pública ocorreu a 12 de Maio de 2000, por ocasião da visita de Sua Santidade, o Papa João Paulo II, na Base Militar de Figo Maduro, em Lisboa.

Passados cinco anos, mãe e filhos, lançaram-se no desafio de cantarem e tocarem juntos. Têm actuado em múltiplos lugares, de Norte a Sul do País, com reportório religioso e não religioso, predominantemente em Português, Inglês e Latim. São estudantes de Música desde os quatro anos.

Foram convidados a participar nos seguintes Programas de Televisão: “Tardes da Júlia” (tvi); “Você na TV” (tvi); “Casamento de Sonho” (tvi); “Praça da Alegria” (rtp1) e “Vida Nova” (sic).”

Workshop – Introdução ao Coaching

O coaching, sendo uma palavra relativamente recente no universo do
desenvolvimento pessoal, social e organizacional, é uma prática já com muitos anos e com um vasto leque de propostas que pretendem responder às necessidades enquadradas no momento histórico em que se inserem. Muito direccionado para a liderança e objectivadas num valor global de apoio ao auto-conhecimento e desenvolvimento. Estamos, portanto, perante um entendimento da liderança baseado numa relação de confiança entre o Coach e o Coachee.

Os actuais modelos demonstram que já não é ao líder que compete descobrir o que é melhor para os seus colaboradores e equipa, tendo essa responsabilidade passado para para cada um deles, incluindo o primeiro. Cabe-lhe sim, ajudar cada colaborador a descobrir a forma de expressar melhor os seus talentos, fomentando as suas competências e proporcionando momentos de desenvolvimento pessoal.

Dois significados mais usuais do termo coaching ajudam a compreender a sua aplicação ao mundo das organizações: por um lado, coach é o treinador, aquele que ajuda os seus pupilos a desenvolverem as suas capacidades. Por outro, é um meio de transporte, o que explica o processo de autodesenvolvimento como uma viagem de descoberta e melhoria.

O coaching pode ser tomado como um processo que visa fomentar no colaborador o conhecimento de si mesmo e impulsionar o desejo de melhorar ao longo do tempo, bem como a orientação necessária para que a mudança se produza.

Trata-se, portanto, de uma filosofia de liderança que assenta na ideia de que o desenvolvimento e a aquisição de competências são processos contínuos e da responsabilidade de todos, e não apenas episódios limitados no tempo e espoletados pela hierarquia. A lógica do coaching tende pois a ser privilegiada nas organizações genuinamente aprendentes, nas quais a responsabilidade pelo desenvolvimento é pessoal, embora apoiada e enquadrada pela organização.

Independentemente do contexto em que nos encontremos, o Coaching, visto na sua essência, é uma ferramenta que ao serviço das pessoas contribui de forma inegável para a eficiência dos seus processos quer a nível pessoal quer a nível laboral. Sendo verdadeiro este facto, e sabendo que neste momento se atravessam alturas de grande indefinição social e económica, as potencialidades do Coaching são ainda mais pertinentes, até porque o objectivo parece ser cada vez mais congruente com aqueles que são os das pessoas e organizações na necessidade de aumentarem o seu bem-estar e competências.

Os desafios são imensos, a exposição de pessoas, empresas e profissionais é ainda mais preponderante nestes momentos de sentimento de menor estabilidade, por isso mesmo e cumprindo os principios de respeito mutuo, sem cair na tentação de promessas vãs, o papel do Coach e desde logo do Coaching, pode sem duvida alguma assumir uma centralidade no apoio que pode e sabe dar ao desenvolvimento pessoal e organizacional.

Foi movidos por todo este envolvimento que no passado dia 23 de Janeiro se desenvolveu na Fundação da Lapa do Lobo, perante um grupo de 4 dezenas de pessoas profundamente envolvidas e ávidas de conhecerem mais e saberem-se melhor, o Workshop de Introdução ao Coaching. Da fantástica troca de ideias, ao esplêndido momento da surpresa (cantares das Janeiras e da Filarmónica da Lapa do Lobo) que faz parte integrante da vida, sem a qual não seriamos tão felizes, a tarde desse sábado de sol fez transportar a sua energia para o interior do Auditório Maria José Cunha e proporcionou uma experiência fantástica.

Uma sessão muito participada, com interacções constantes e provocações que mexeram com todos/as, onde a palavra do dia era “Pensarmo-nos” e eventualmente “(Re)Pensarmo-nos” para nos construirmos ou reconstruirmos de forma mais eficiente

Ao que nos apercebemos a saída foi, como deveria ser, com muitas inquietações e desejo de saber mais, mas com a certeza que todos/as levaram mais algumas ferramentas para caminharem na concretização dos seus sonhos e saberem que a palavra impossível não existe, o que realmente há são situações um pouco mais complexas e que por isso mesmo demoram mais algum tempo a serem concretizadas. Assim fica o desejo de fazer mais, até porque com um grupo assim, e independentemente do cumprimento dos objectivos, fica sempre a sensação de “pouco”.

(TEXTO E FOTOS – Dr. JOÃO PAULO PEREIRA)

Cantares das Janeiras

No dia 24 de janeiro, e como já vem sendo habito, a Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato, visitou a Fundação Lapa do Lobo presenteando a Administração e seus colaboradores com as Cantigas de Janeiras. Durante a tarde deste dia e como na Fundação estava a decorrer um Workshop, os participantes que eram cerca de meia centena, tiveram também a oportunidade de assistir aos Cantares de Janeiras e depois à interpretação do Hino da Fundação Lapa do Lobo, que foi criado pela Filarmónica de Cabanas. A Direção da Filarmónica brindou uma vez mais a Administração com uma simpática oferta simbólica de um quadro com a letra de uma canção de janeiras, com letra adaptada aos Administradores.

Um capítulo sobre… música

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No passado sábado, dia 17 de janeiro, o Auditório Maria José Cunha da FLL abriu portas ao primeiro capítulo de uma história sobre escrita, que irá ser promovida pela Biblioteca da Fundação Lapa do Lobo ao longo do ano.
Desta vez, o assunto foi a escrita de canções e o convidado foi GIMBA, autor de música portuguesa e formador na área da escrita.
Gimba é conhecido do grande público por ter feito parte dos Afonsinhos do Condado, na década de 80, mas também por ser aquele que batizara os “Xutos e Pontapés”.
No início da década de 90, Gimba abraça uma carreira a solo e dedica-se à arte de escrever canções em português, dando workshops de escrita criativa de canções em todo o país.
Atualmente, está a braços com o seu novo projeto “Radio royale” – um projeto de música original em português que pretende relembrar os tempos áureos da rádio, das festas e dos bailes de antigamente.

Num serão dirigido por Rui Fonte, “Um capítulo sobre… música” proporcionou uma noite muito agradável, com muita música pelo meio interpretada pelo Gimba, para ilustrar os assuntos abordados na conversa.
Foi possível recordar o percurso da escrita da música em Portugal nas últimas décadas, através do trajeto pessoal de Gimba.
Houve tempo para o músico revelar alguns exercícios fundamentais para a escrita de canções e até realizar muitos desses exercícios com o próprio público.
Desses exercícios, resultou uma música original, cantada pela audiência e acompanhada pelo próprio GIMBA na guitarra, encerrando assim o capítulo.

O próximo capítulo, daqui a alguns meses, será sobre comédia e espera-se igual entusiasmo e interesse por parte do público, que provou ser fundamental para iniciativas deste género.