Rádio Novela – Apresentação

Rádio Novela – Apresentação
Dia 24 de Março (sexta-feira) – 21.30
Auditório Maria José Cunha, FLL

A COMÉDIA DA MÁSCARA

A COMÉDIA DA MÁSCARA

UMA PRODUÇÃO ESPECIAL DE TEATRO RADIOFÓNICO PARA CELEBRAR O DIA MUNDIAL DE TEATRO

 

Gravação em duas representações públicas nos dias 24 e 26 de Março (Fundação Lapa do Lobo e ACERT)

Emissão em FM e internet em várias emissoras no dia 27 de Março (Dia Mundial do Teatro)

 

Uma produção de teatro radiofónico numa criação artística conjunta com o Trigo Limpo Teatro ACERT e da Fundação lapa do Lobo (FLL) será gravada e emitida no âmbito do Dia Mundial do Teatro.

O trabalho de ensaios ao longo de uma semana com os intérpretes culminará com duas apresentações nos Auditórios da FLL e da ACERT e em transmissões em rádios locais, nacionais e internet no Dia Mundial do Teatro.

 

Com a colaboração do Núcleo Museológico da RTP, selecionou-se um texto teatral que foi emitido em 14 de Março de 1971, na então Emissora Nacional num episódio de “Teatro Radiofónico”.

“A Comédia da Máscara” foi uma adaptação de Jorge de Filgueiras do texto original do dramaturgo francês Jean Variot que contou com a interpretação de Rui de Carvalho, Carmen Dolores, Joaquim Rosa, Helena Félix, João Perry, Manuel Correia, Canto e Castro e Armando Cortês e a direçãoo de ensaios de Álvaro Benamor.

 

Esta revisitação, 46 anos depois, é também um tributo ao importante papel cultural desenvolvido pela rádio na divulgação do teatro e, ao mesmo tempo, aos talentosos atores e atrizes que, ao longo dos anos, interpretaram textos teatrais de importantes dramaturgos nacionais e mundiais, proporcionando aos portugueses, em épocas onde a televisão não existia e onde os espetáculos de teatro eram raros ou inexistentes nas regiões do interior do país.

 

A COMÉDIA DA MÁSCARA

Texto de Jean Variot, traduzido e adaptado por Jorge de Filgueiras

Versão atualizada – José Rui Martins

Criação Artística: Fundação Lapa do Lobo e Trigo Limpo Teatro ACERT

Direção Artística e Formação de Atores: José Rui Martins

Dramaturgia: José Rui Martins e Rui Fonte

Adaptação livre e interpretação de músicas de Pixinguinha – Luísa Vieira

Sonorização: Luís Viegas

Interpretação:

Amef

Ana Matias

Bruno Cardina

Clotilde Santos

Cristina Pedrosa

Dores Marques

Inês Gonçalves

João Rui Sampaio

Jorge Justo

Jorge Nascimento

Leta Pires Borges

Maria Aguiar

Mimi Fontes

 

 

Apresentação pública na FLL –  24 de março (21h30)

Apresentação pública na ACERT – 26 de março (15h30)

 

Apresentação via rádio FM – Dia Mundial do Teatro – 27 de março

Horários na grelha de cada uma das emissoras parceiras desta produção de teatro radiofónico:

Antena livre – 89.6

Emissora das Beiras – 91.2

Rádio Limite – 89.0

Rádio Jornal do Centro – 98.0

Rádio Lafões – 93.0

Rádio Alive fm – 89.9

 

 

Via Internet:

Rádio Universidade Sénior de Nelas

Rádio Clube do Dão

 

 

A 1ª Edição do CONCURSO NACIONAL DE JOVENS EMPREENDEDORES

A 1ª Edição do CONCURSO NACIONAL DE JOVENS EMPREENDEDORES é desenvolvida pela Fundação da Juventude e visa promover o empreendedorismo criativo e social, fomentando a geração de ideias e de negócios inovadores.

A 1ª Edição do CONCURSO NACIONAL DE JOVENS EMPREENDEDORES dirige-se a dois grupos específicos:
§ Jovens a frequentar o Ensino Secundário, em escolas públicas ou privadas, centros de formação profissional ou outras entidades formadoras que promovam ofertas de dupla certificação para jovens; § Jovens a frequentar o Ensino Superior, em universidades públicas ou privadas, ou politécnicos com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos;

São admitidos a Concurso trabalhos individuais ou em grupo, no máximo, de 3 elementos, acompanhados por um professor/formador responsável pelo projeto.

Para mais informações (+<http://ms.fjuventude.pt/jovensempreendedores2017/>)

http://ms.fjuventude.pt/jovensempreendedores2017/

Experiências Literárias Supergigantes

“Eu quero muito mais do que uma vida contigo e às vezes acho que tu também queres mais do que uma vida comigo, porque andas com a minha borracha no teu estojo”: esta é uma das falas do livro “SUPERGIGANTE”, da escritora Ana Pessoa, obra escolhida para a quarta edição do Concurso de Oratória “Texto puxa Palavra”, promovido pelo Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) e pelo Clube de Oralidade do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal.

Depois de uma fase de escola, as provas públicas finais do Concurso foram apresentadas no Auditório Maria José Cunha, na FLL, no dia 10 de março de 2017. Os concorrentes foram 24 alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, de Carregal do Sal e de Nelas.

Este Concurso, idealizado por Carla Marques, docente responsável pelo Clube de Oralidade do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, procura sensibilizar o público mais jovem para a importância do desenvolvimento dos diferentes domínios associados à capacidade de nos expressarmos em público. A partir de provas de leitura expressiva, dramatização e argumentação, inspiradas numa obra literária, premeiam-se, em cada ano, os melhores oradores, com livros, filmes e cheques-oferta fnac.

Na edição deste ano, fizeram parte do Júri a escritora Ana Pessoa, o encenador António Leal e a investigadora/professora da Universidade do Porto Ana Mouraz, cujas presenças enriqueceram o Concurso, pela partilha do conhecimento e da experiência, em cada uma das áreas respetivas das provas.

Assistiram à fase final de “Texto puxa Palavra” cerca de 150 pessoas, entre alunos e professores dos três agrupamentos de escolas. E foi para esta plateia que os concorrentes apresentaram provas com um empenho e um desempenho notáveis.

 

No dia anterior, 9 de março de 2017, a autora Ana Pessoa visitou estes três Agrupamentos de Escolas, num “Encontro Literário”, durante o qual todos os concorrentes, outros alunos e alguns professores (num total de cerca de 230 pessoas) foram convidados a conversar informalmente com a escritora e tradutora, sobre a escrita, o processo criativo, as obras, as personagens, a ilustração… Porque a escrita e a leitura são, sem dúvida, agentes de aproximação e de comunicação entre as pessoas. Com estes encontros, o Projeto Alcateia pretende proporcionar o contacto com escritores e obras literárias, promover a leitura, o livro e a literatura, estimular a discussão e a reflexão sobre temas pertinentes e, sobretudo, criar espaços de expressão para o público jovem.

 

A presença de Ana Pessoa possibilitou ainda a realização, no dia 11 de março de 2017, de “Maratona de Autoficção”, um workshop de escrita criativa, através do qual se procurou promover a escrita como recurso de pensamento, de expressão e de comunicação, sensibilizar para a importância da palavra e do discurso e desenvolver competências criativas e expressivas.

Esta “Maratona de Autoficção” desafiou a criatividade literária de 19 participantes, que correram juntos atrás da memória e escreveram a partir de dentro. Também leram e discutiram alguns textos sobre a vida de outros. Este grupo de participantes, com idades entre os 18 e os 69 anos, chegaram de localidades tão próximas como Fiais da Telha, Caldas da Felgueira, Oliveirinha ou Aguieira, bem como de concelhos tão distantes como Seia, Gouveia ou Penalva do Castelo, partilhando entre si o gosto pela escrita.

E, através da escrita e da leitura, (re)construíram-se e desconstruíram-se ideias, acontecimentos e emoções. O que é mais importante: os factos ou as fantasias? O que é a nossa história de vida? Uma história real ou inventada? Ficção ou autobiografia?

Clarinete Concorda

No passado dia 25 de fevereiro, a Fundação Lapa do lobo recebeu o quinteto Clarinete Concorda, constituído por:
Igor Varela (clarinete), Tomás Soares (violino), Rui Antunes (violino), Daniel Silva (viola d’arco) e Ana Maria Mikus (violoncelo).
Com o Auditório Maria José Cunha, bastante composto em número de público, e durante cerca de 1 hora, assistimos a um belíssimo Concerto.
Os temas apresentados foram:
– Andante piu Tosto Allegretto e Vivace Assai, estes de Joseph haydn (1732-1809) interpretados apenas pelo quarteto de cordas em Ré Menor n.º 2 “Fifhts”.
E depois já com o clarinete, ou seja em quinteto foram tocados os seguintes temas:
– Alegro;
– Larghetto;
– Menuetto;
– Allegretto con Variazioni.
de Amadeus Mozart ( 1756-1791).

Foi uma proposta mais erudita esta que a Fundação Lapa do Lobo trouxe até ao Auditório, mas que foi bastante bem recebida.

 

 

DOSTOIÉVSKI PARA JOVENS

Nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro, “Os Irmãos Karamázov” regressaram à Fundação Lapa do Lobo (FLL), desta vez para uma oficina dirigida a alunos do 12º ano do Ensino Secundário. Durante um intenso laboratório criativo de três horas, excertos da obra de Fiódor Dostoiévski foram lidos, debatidos e dramatizados por três turmas dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, Carregal do Sal e Nelas, sob a orientação da atriz e encenadora Sónia Barbosa.
Depois do workshop para público adulto com alguma experiência em teatro, em novembro de 2016, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) apresentou agora “Karamázov – da Literatura para o Teatro”, para público escolar. Ambas as atividades foram integradas num projeto de pesquisa e criação teatral, que é também um trabalho de investigação científica, da autoria de Sónia Barbosa, a partir da obra literária “Os Irmãos Karamázov”, de Fiódor Dostoiévski.
Os participantes, acompanhados pelo respetivo professor de Português, foram convidados a discutir questões do pensamento ‘dostoiveskiano’, à luz da contemporaneidade, a dramatizar personagens e situações, a transpor a linguagem literária para linguagem cénica e a criar breves exercícios teatrais.
Tal como se pretendia, este processo potenciou, assim, uma abordagem filosófica, a partir das relações que se estabelecem continuamente entre mundo conceptual (do pensamento, das ideias, dos ideais) e mundo real (do quotidiano, das ações, dos hábitos).
Para além de proporcionar a participação em processos de pesquisa e criação teatral, esta oficina permitiu promover o cruzamento entre teatro, literatura, escrita dramatúrgica e pensamento filosófico, assim como estimular competências expressivas, críticas e criativas.
Na obra citada, diz Fiódor Dostoiévski: “Falam-vos muito da educação, mas uma bela memória, uma lembrança sagrada, guardada desde a infância, é talvez a melhor educação. Se uma pessoa juntar muitas dessas recordações, estará salva para toda a vida”.
Também as propostas educativas da FLL pretendem contribuir para a construção de memórias, através destas e outras experiências de (auto)descoberta.

“Um capítulo sobre… cinema”, com Catarina Mourão e “A Toca do Lobo

No passado sábado, dia 18 de fevereiro de 2017, o Auditório Maria José Cunha, na FLL, numa parceria com o Cine Clube de Viseu, recebeu a realizadora Catarina Mourão, realizadora do documentário “A Toca do Lobo”, para mais uma tertúlia literária, desta vez sobre cinema.

A sessão iniciou com umas breves palavras de Rui Fonte, coordenador da Biblioteca da FLL, seguido de um breve apontamento do responsável do Cine Clube, Rodrigo Francisco, terminando uma intervenção, também muito breve, da realizadora Catarina Mourão, que nos falou um pouco sobre “A Toca do Lobo”.

Seguiu-se a visualização do filme, que retrata a história de Tomaz de Figueiredo, avô da realizadora, escritor de muitas obras, incluindo do romance “A Toca do Lobo”, que dá nome ao documentário.

Foi “Um capítulo sobre…” bastante singular e diferente dos outros, pois, depois da visualização do documentário, não houve lugar a um diálogo entre Rui Fonte e Catarina Mourão, seguindo-se de imediato a uma conversa aberta entre as cerca de 60 pessoas que acederam ao convite da FLL e a realizadora, numa troca de impressões e interpretações acerca do que todos tinham acabado de ver.

Foi uma conversa bastante agradável, que continuou no Pátio da FLL e que, esperamos, deixou nas pessoas a vontade de continuar a ver cinema, especialmente português e, particularmente, documentários.

 

VISITA-OFICINA À EXPOSIÇÃO “A INFÂNCIA NO TEMPO”

No passado sábado, dia 11 de fevereiro, a Fundação Lapa do Lobo promoveu uma Visita-oficina à exposição “A Infância no tempo” – uma exposição de brinquedos antigos (espólio de Germano Simão), com alguns testemunhos de habitantes da Lapa do Lobo acerca das suas recordações de infância, nos últimos cem anos.

A Visita-oficina iniciou com uma visita guiada aos objetos e aos testemunhos expostos e com a visualização de excertos do documentário “A infância no tempo”. Ainda na Galeria, era incentivada uma breve conversa entre todos acerca das brincadeiras de infância nos dias de hoje e sobre a construção de brinquedos.

De seguida, os visitantes foram para o Auditório Maria José Cunha, onde, com a colaboração das professoras Carla Loureiro (Iniciação musical e Grupo de cordas da FLL) e Fernanda Loureiro (Ateliê das Artes da FLL), puderam construir alguns brinquedos e instrumentos musicais através da reutilização de materiais do quotidiano.
Construíram-se um shaker, com cápsulas de café; um automóvel, com rolo de papel higiénico e tampas de garrafa; uma soalha de mão, com paus e caricas e, a terminar, um reco-reco, com um pedaço de cana e uma garrafa de água.

No final, interpretou-se uma canção com recurso aos instrumentos construídos.
Passaram pela Fundação Lapa do Lobo cerca de 50 crianças, em duas sessões diferentes. De manhã, foram as crianças do Ateliê das Artes, do Grupo de Iniciação Musical e parte do Grupo de Cordas da FLL. De tarde, foram os escuteiros do Agrup. 604 de Canas de Senhorim – secção dos Exploradores.
Uma experiência salutar e a repetir.

UTOPIA

Nos dias 8, 9 e 10 de fevereiro, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) apresentou o espetáculo de teatro “Utopia”, numa coprodução com as Comédias do Minho, ao qual assistiram 234 alunos e professores do 5º Ano dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, Carregal do Sal e Nelas.
Este espetáculo, pensado para públicos dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico, começou o processo de criação em outubro de 2016, altura em que foram recolhidos mais de mil textos, escritos por estes alunos, sobre ‘o mundo ideal’ ou ‘a sociedade perfeita’, de pontos de vista políticos, sociais, económicos, éticos, afetivos… O que é para ti Utopia? Qual é a tua ideia de mundo ideal? Quais são as tuas utopias, sejam elas reais, irreais ou surreais? Que poder e que responsabilidade seriam os teus, num lugar novo, feito à medida do teu pensamento? Foi a partir das respostas pessoais a estas e outras perguntas e da obra “Utopia”, de Thomas More, que a dramaturgia do espetáculo foi construída.
A equipa artística deste espetáculo foi constituída por Gonçalo Fonseca (criação e dramaturgia), Rui Mendonça (dramaturgia, texto e interpretação), Samuel Coelho (música e interpretação), Vasco Ferreira (desenho de luz) e Hugo Ribeiro (cenografia). E foi com quase toda esta equipa que, no final de cada apresentação, se lançou a conversa à volta do tema e do objeto artístico. Alguns alunos reconheceram ideias da sua autoria, como o desejo de reduzir o tempo de aulas ou o sonho de voar, a vontade de um mundo altamente tecnológico ou o receio da morte… A primeira e estimulante conversa na FLL terminou com uma frase curta, quase sussurrada por uma das alunas: “Estamos cada vez mais isolados…”.
Com esta proposta, estabeleceram-se como objetivos principais: sensibilizar para a importância da fantasia, da utopia e da conceção do irreal no processo de crescimento; desafiar os jovens para a reflexão e o debate sobre a realidade, integrando as suas próprias interpretações (reais ou imaginárias) do mundo e da vida; estimular competências expressivas, criativas e afetivas; promover a sensibilidade estética e artística.
Sonho, fantasia ou esperança, utopia significa sempre uma transformação. Transformemos, então. E transformemo-nos. Como disse Eduardo Galeano, citando Fernando Birri, “A utopia está no horizonte. Eu sei muito bem que nunca a alcançarei. Se eu caminho 10 passos, ela afasta-se 10 passos. Quanto mais a procurar, menos a encontrarei, porque ela vai-se afastando à medida que eu me aproximo. Boa pergunta, não? Para que serve? Pois, a utopia serve para isso: para caminhar.”
Quem for utópico, ponha o dedo no ar! Quem não for, que atire a primeira pedra…