A INFÂNCIA NO TEMPO – INAUGURAÇÃO

 Inaugurou no dia 14 de janeiro de 2017, na Galeria de Exposições da Fundação Lapa do Lobo a exposição “A Infância do tempo” que estará patente até dia 29 de abril de 2017. É uma exposição de brinquedos antigos, espólio do colecionador Germano Simão, constituído por uma coleção especial, que nos remete para o universo das memórias e recordações dos tempos de infância. A acompanhar a exposição de brinquedos, está uma mostra de depoimentos de alguns habitantes da Lapa do Lobo do último século, especificamente desde 1914 a 2010. Na noite de inauguração estreou também o documentário “A Infância no tempo”, que, através dos testemunhos de 11 pessoas, das diferentes décadas (entre 1910 e 2010), pretende revelar e incentivar a reflexão sobre a evolução das brincadeiras, da relação com o brinquedo e da infância na aldeia da Lapa do Lobo. O documentário pode ser visto durante a visita à exposição, que terá outros momentos para diferentes públicos, dos quais se destacam a Visita-oficina para público infantil, no dia 11 de fevereiro; a Palestra “A infância do tempo”, com Paula Pranto, no dia 18 de março e a Tertúlia de Encerramento, no dia 29 de abril.

Cantar das Janeiras

No passado dia 7 de janeiro, a Fundação Lapa do Lobo recebeu o Grupo de Cavaquinhos de Passo de Silgueiros, bem como o Grupo Cordas e Cantus e a Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato da qual este último grupo faz parte, para uma tarde muito agradável e já habitual de cantares de janeiras, presente também esteve o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal. Cada um dos grupos presentes tocou e cantou temas alusivos às janeiras dando-lhes no caso do Grupo Cordas e Cantus um especial cariz pois a letra de um dos temas foi adaptada à Fundação e seus Administradores e Colaboradores. No final foi a vez da Banda filarmónica apresentar dois temas sendo um deles o Hino à Fundação, criado pela mesma Banda. Seguiu-se um lanche convívio no pátio da Fundação.

Números da FLL no ano 2016:

Em 2015 o número total de pessoas que usufruíram das propostas/ofertas da FLL sejam elas culturais, formativas, ou outras foi de: 19.252

Em 2016, esse numero passou para: 20.616

Mais detalhadamente podemos acrescentar:
• Cursos do Multifuncional: 166
• Visitantes e utilizadores da internet: 1.036
• Eventos/atividades/oficinas, etc: 11.096
• Serviço de boleias: 8.318

Leitor do Ano

É com imenso gosto que a Fundação Lapa do Lobo informa que, a leitora do Ano 2016 da Biblioteca FLL é a senhora Natália Pinto! Como hábito, foi-lhe oferecido, para além do Diploma, algumas ofertas literárias. Parabéns e boas leituras.

Concerto de Final de Ano

No passado dia 30 de Dezembro, e como já vem sendo hábito, a Fundação Lapa do Lobo realizou o Concerto de Final de Ano. Desta feita, Banda convidada foi a Sociedade Musical de Santo António de Carvalhal Redondo. Com o Salão de festas da ADCL completamente lotado, ao longo de cerca de 1 hora fomos presenteados por diversos temas de índole natalício, brilhantemente interpretados. Mas não só, um dos momentos mais aplaudidos da noite foi um medley de músicas de António Variações. No final feitos os agradecimentos, foi de pé que a Banda foi aplaudida e foi pedido um encore, pedido este, a que a Banda prontamente acedeu. Foi um magnifico serão, que fechou o ano de atividades da Fundação em 2016. (FOTOS: LINO DIAS).

MUDAR O MUNDO A LER, A PENSAR E A DIZER

O Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo terminou mais um ano de programação com uma oficina de leitura encenada, intitulada “Mudar o Mundo a Ler, a Pensar e a Dizer”, orientada pela atriz e encenadora Sónia Barbosa, nos dias 19, 20 e 21 de dezembro.
A oficina, pensada para público com idades entre os 8 e os 15 anos, contou com a participação de 15 crianças e jovens, que foram desafiados a ler, a pensar e a discutir questões como o ser e o ter: da aparência à essência, da guerra ao diálogo, do dinheiro aos valores, dos super-heróis aos heróis do quotidiano… Todos juntos, (re)inventaram memórias, sonhos e ideias e disseram-nos bem alto e em sussurro.
Esta oficina foi inspirada, entre outras referências, no livro “A Cruzada das Crianças (vamos mudar o mundo)”, de Afonso Cruz. Através do conteúdo, dedicámo-nos ao que as palavras nos querem dizer; através da forma, explorámos a emissão das palavras, a articulação, a projeção, a intenção, a variação, o ritmo, o tom e os sons que elas provocam; através da situação, experimentámos diferentes contextos para dizer as palavras. E, no final, esperemos que tenha resultado um mundo mais feliz…
No último dia da oficina, como tem sido hábito, os pais, familiares e amigos dos participantes foram convidados a assistir a um breve exercício público, durante o qual puderam partilhar o processo de criação, do ponto de vista técnico e do ponto de vista artístico.
Os objetivos pedagógicos desta oficina foram promover a leitura, o livro e a literatura; estimular a leitura expressiva; desenvolver competências criativas e expressivas; promover a reflexão e a discussão sobre temas e problemas.
E, porque todos os dias são bons para “mudar o mundo”, em 2017, regressamos com novos desafios.

CINEMA DE ANIMAÇÃO PARA ESCOLAS REGRESSOU À FLL

No dia 13 de dezembro, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo, em parceria com o Cineclube de Viseu, apresentou mais um programa de cinema de animação, desta vez para todos os alunos do 6º Ano dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, de Carregal do Sal e de Nelas.
No total, foram 241 alunos e professores que assistiram a breves histórias em imagens, através da seleção de quatro filmes: “Floco de Neve”, de Natalia Chemysheva, “O Ouriço na Cidade”, de Evalds Lacis, “One Two Tree”, de Yulia Aronova e “A Suspeita”, de José Miguel Ribeiro. Este último é o filme de animação português mais premiado de sempre, com 26 prémios internacionais, incluindo o Cartoon d’Or.
Em “Histórias Curtas”, há desenhos que sentem, falam, andam e saltam! Desenhos a preto e branco ou desenhos a cores, que contam histórias, umas sérias e outras divertidas. “Histórias Curtas” reuniu histórias animadas cheias de lirismo e fantasia. Os filmes escolhidos tiveram em atenção as exigências perceptivas dos mais jovens espectadores, intensificando a experiência de ver e interpretar cinema, contribuindo para uma maior proximidade afetiva com as artes visuais e estimulando competências críticas e criativas.
Os objetivos deste programa de cinema foram promover a literacia fílmica, sensibilizar para o cinema e a linguagem audiovisual, dar a conhecer diferentes recursos, processos e técnicas do cinema de animação, proporcionar o contacto com realizadores e estimular a reflexão e o debate em torno de temas pertinentes.
Na conversa final, partilharam-se interpretações sobre sonho e realidade, natureza e comportamento humano, fábulas e policiais, terminando com a ideia de que a aprendizagem está em todo o lado, até numa sala de cinema!

KARAMÁZOV – da Literatura para o Teatro (ou da Obra para a Vida)

 

Nos dias 15, 16 e 17 de novembro, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) apresentou “Karamázov – da Literatura para o Teatro”, um workshop de criação teatral a partir de texto literário, orientado pela atriz e encenadora Sónia Barbosa. Este workshop foi integrado num projeto de pesquisa e criação teatral a partir da obra literária “Os Irmãos Karamázov”, de Fiódor Dostoiévski.
Durante três dias, os participantes foram convidados a discutir questões do pensamento ‘dostoiveskiano’, à luz da contemporaneidade, a dramatizar personagens e situações, a transpor a linguagem literária para linguagem cénica e a criar breves exercícios teatrais.
As pessoas que participaram neste processo foram 14, com idades entre os 17 e os 74 anos, vindos de lugares tão próximos como Fiais da Telha, Canas de Senhorim ou Nelas, e de lugares tão distantes como Santa Comba Dão, Castro Daire, Aveiro, Guarda ou Alcobaça. Para a maioria das pessoas, esta foi a primeira participação numa ação do Serviço Educativo da FLL, o que não impediu a proximidade e a cumplicidade entre todos os elementos do grupo, tendo resultado exercícios extremamente interessantes e estimulantes, quer do ponto de vista da criação artística, quer do ponto de vista da exploração temática.
Tal como se pretendia, este processo potenciou, assim, uma abordagem filosófica, a partir das relações que se estabelecem continuamente entre mundo conceptual (do pensamento, das ideias, dos ideais) e mundo real (do quotidiano, das ações, dos hábitos).
Para além de proporcionar a participação em processos de pesquisa e criação teatral, este workshop permitiu promover o cruzamento entre teatro, literatura, escrita dramatúrgica e pensamento filosófico, assim como estimular competências expressivas, críticas e criativas.
Na obra citada, diz Fiódor Dostoiévski que “Somos assim: sonhamos o voo mas tememos a altura”. Neste caso, apesar dos receios e inseguranças pessoais, este grupo de pessoas arriscou e saiu em voo criativo pelos espaços físicos e simbólicos da FLL.

ACERT REGRESSA À FUNDAÇÃO LAPA DO LOBO

O passado sábado, 12 de novembro de 2016, foi mais uma noite de afetos entre a Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT) e a Fundação Lapa do Lobo (FLL), partilhado com quem assistiu a mais dois momentos extraordinários.
No âmbito dos festejos de 4 décadas de existência, a ACERT visitou a FLL para, em parceria, proporcionar 4 momentos culturais distintos. Depois de, a 22 de outubro, termos assistido aos dois primeiros momentos – o monólogo “Em memória ou a vida inteira dentro de mim”, de Pompeu José, numa co-produção do Trigo Limpo Teatro ACERT e do Grupo de Teatro da Vela, seguido de “Um capítulo sobre… teatro”, com o protagonista da peça apresentada – no passado sábado viveram-se mais dois momentos.
Inaugurou-se a Exposição “A Viagem do Elefante”, que documenta a Viagem do Elefante Salomão, num relato que cruza 14 localidades com a digressão do espetáculo de rua do Trigo Limpo teatro ACERT, que entre Maio e Setembro de 2014, atravessou as terras de Viseu Dão Lafões, apresentando-se em praças e largos de catorze localidades. Os textos são da responsabilidade de Sara Figueiredo Costa e as fotografias da autoria de Carlos Teles e Ricardo Chaves. A inauguração da exposição contou com a presença de algumas pessoas que participaram no teatro rua de “A Viagem do Elefante”, quer em Canas de Senhorim (Nelas), quer em Carregal do Sal, que enriqueceram a conferência, conduzida por Rui Fonte, da FLL, e José Rui Martins e Pompeu José, da ACERT. A exposição estará patente até final de dezembro de 2016.
Seguiu-se, no Auditório Maria José Cunha, o espetáculo “20 dizer”, onde José Rui Martins e Luísa Vieira “partilham o palco num exercício de comunicação, explorando a musicalidade da palavra e a simplicidade de dar voz a seduções emotivas. A leitura poética voando em múltiplas geografias com sonoridades que a embalam e impacientam (…) A música em incessantes movimentos, adoçando e resistindo a sentires e sentidos por onde a palavra devaneia (…). Palavras de sabor poético ditas e musicadas. Momentos íntimos e despretensiosos espalham recados de indignação ou carinho pelos segredos da vida e por uma felicidade de compartilhar desassossegos”.
Quatro afetos culturais, a celebrar quatro décadas de existência da ACERT, marcados por momentos distintos proporcionados na FLL, que vincaram nos presentes a vontade de celebrar mais vezes a cultura, independentemente do motivo e do formato, seja ele teatro, fotografia, poesia ou música.

Concerto de Jazz: “À Volta da Bossa Nova”

No passado sábado, dia 5 de Novembro, a Fundação Lapa do Lobo, recebeu pela terceira vez o pianista Michael Kotzian e a cantora de jazz Cláudia Franco, que desta vez se fizeram acompanhar pelo saxofonista César Cardoso, para um magnífico espetáculo de jazz que encheu por completo o Auditório Maria José Cunha. O tema deste Concerto foi a Bossa Nova, pelo que os temas interpretados sendo a sua maioria temas brasileiros criaram de imediato uma ligação muito interessante com o público. De Tom Jobim a Vinícius de Moraes foram interpretados temas como: “Água de beber” ” Corcovado” “Tarde em Itapoã” entre outros. Foram ainda interpretados temas originais de Michael Kotzian. Ficou uma vez mais a promessa de um regresso para um novo espetáculo.