Outros Eventos

 

 

MAIO a JULHO
DIZEDORES
Leituras
A leitura em voz alta é pouco estimulada na sociedade, habituada aos sussurros e a leituras interiores no contato com o livro. Os “Dizedores” querem contrariar a relação fechada com a palavra escrita ao transformá-la em palavra dita. Uma vez por semana, sempre à 2a feira, os subscritores da Newsletter da Fundação Lapa do Lobo recebem no seu email um poema ou [excerto de] prosa, dito, muitas vezes, por quem
escreveu. É a palavra dita a assumir o papel de mediação entre o escritor
e o leitor.
CONCEÇÃO E COORDENAÇÃO Rui Fonte
INTERPRETAÇÃO Autores e leitores convidados
EDIÇÃO Semanal
PÚBLICO-ALVO Subscritores da Newsletter da FLL
LOCAL Através de subscrição de e-mail da FLL

 

MAIO A AGOSTO
C.A.F.E.
Leituras partilhadas
O Café, como lugar, é ainda um dos poucos locais de encontro de pessoas, nos intervalos de tempo de trabalho. Ou esquecendo o próprio tempo num vagar inerte. Ao redorcdas mesas ou junto ao balcão, assistimos às dissertações dos treinadores de bancada, políticos de ocasião, comentadores e professores da escola da vida. O C.A.F.E (Contos, Anedotas, Ficções e Escritos) é a recriação dos antigos folhetins, que irá desafiar periodicamente os frequentadores dos cafés da área de abrangência da FLL a ler em voz alta a atualidade literária, seja em forma de poema, prosa ou simples citação.
CRIAÇÃO E CONCEÇÃO Rui Fonte 
PÚBLICO‐ALVO Comunidade em geral
EDIÇÃO Bimestral
TIRAGEM 300 exemplares
DISTRIBUIÇÃO Cafés dos concelhos de Nelas e Carregal do Sal

 

MAIO e JUNHO
LIDOS E ACHADOS
Livros partilhados
Deixarão os perdidos de o ser depois de achados? Deixarão os livros de o ser depois de lidos? Ou só depois de lidos terão razão de ser? “Lidos e achados” é uma iniciativa da Biblioteca da FLL que irá provar que há livros que são um achado e merecem ser lidos, para depois serem achados por outros leitores. Os livros abandonam as estantes da Biblioteca da FLL e encontram abrigo nas diferentes entidades acolhedoras desta inicia-
tiva, para que possam ser achados, lidos e regularmente partilhados, numa rotatividade bimestral.
CONCEÇÃO E COORDENAÇÃO Rui Fonte
PÚBLICO‐ALVO Entidades do 3o sector
PERIODICIDADE Bimestral
LOCAIS Entidades do 1o e 3o sectores

 

4 MAIO a 24 JUNHO
EXPOSIÇÃO
“COORDENADAS” de Arnaldo
Carvalho Cabo Verde, um triângulo de 10 ilhas, situado no centro do Oceano Atlântico, no cruzamento entre a África, a América do Sul e a Europa. Um país jovem, onde a voracidade do turismo de massas dos grandes resorts está a transformar profundamente a paisagem, a cultura e os usos e costumes de uma população de meio milhão de pessoas. Um mar imenso, onde a pesca é o meio de vida de muitos e, paradoxalmente, uma terra sem água, onde, quem a semeia não sabe se colhe.
Um lugar de memórias sombrias, entreposto de escravos e campo de morte de desterrados do fascismo português, da “frigideira” e da “holandinha” que, por força dos que lutaram, chegou à independência e à liberdade.
Terra de música e de músicos, de mornas e coladeiras, de Travadinha e Cesária, gente de olhar profundo e terno, ao mesmo tempo ausente e presente, mistura de cor, origem
e cultura, que nos faz sentir lá… em Salvador da Baía, em Paris ou em Havana.
Obra do acaso ou da natureza, dos homens e dos deuses… resultado de estranhas coordenadas, cruzamento de continentes, que criaram este misterioso pedaço de terra e
de vida. Arnado Carvalho nasceu em Coimbra em 1950 e reside em Cantanhede. Além da
música, a fotografia marca uma presença importante no seu percurso de vida. Autodidata, intensifica, a partir de 2006, o estudo e formação em fotografia, fre-
quentando diversos cursos, seminários e workshops. Em 2012/2013, frequenta, em
Coimbra, a Escola Informal de Fotografia do Espetáculo, dirigida pela fotógrafa Susana Paiva, momento em que integra o coletivo “Photobook Club de Coimbra”.
De Novembro de 2013 a Outubro de 2014, participa no Workshop “Instalação,
Fotografia e Som”, coordenado por Patrícia Sucena de Almeida, numa parceria entre o
Teatro Académico de Gil Vicente e o Curso de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Apaixonado pela natureza e pela tradição e cultura dos povos, o seu trabalho dirige-se, fundamentalmente, para a paisagem e para a fotografia documental de pendor humanista. Expõe regularmente desde 2008.
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO COM PRESENÇA DO AUTOR 04 de maio
HORÁRIO 21h30
LOCAL Galeria de Exposições da FLL

 

11 MAIO
ESPETÁCULO
Fado de coimbra
Quem chega e pousa o olhar sobre a colina sagrada, atravessando as águas do Mondego, vencida a ponte de Santa Clara, encontra uma cidade intemporal, tão antiga como a língua portuguesa a que deu forma e espalhou pelas sete partidas do
mundo. A língua que é, ainda, um dos nossos mais valiosos patrimónios. A língua em que Camões escreveu “Os Lusíadas”. Coimbra e a sua música são a capital do amor em Portugal. O Fado Ao Centro nasceu para ser garante e âncora desta tradição com raízes fundas e sólidas, dando-lhe a forma presente e anunciando um futuro a haver.
No espetáculo que os seus músicos propõem, está toda esta tradição, mas está também o presente e o futuro da alma coimbrã, única e sem tempo. Em palco, o espírito a que os músicos se entregam é o da verdadeira, da genuína serenata de Coimbra. Onde querem encontrar-se com todos quantos vierem ouvi-los.
HORÁRIO 21h30
LOCAL Auditório Maria José Cunha, FLL

18 MAIO
A POESIA É UMA ARMA CARREGADA DE FUTURO
Espetáculo
Gabriel Celaya dá o mote a um recital que vem de Gil Vicente e Camões aos autores contemporâneos, com os olhos bem fincados no nosso tempo, em busca de futuro. Fala-se de amor e morte (os grandes temas universais da poesia), mas também do medo, de discriminações várias (raciais, sexuais ou religiosas) e de esperança. Com algum humor e uma lógica de conversa, abre-se um espaço de diálogo com o público.
CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO Pedro Lamares
DESENHO DE LUZ E DIREÇÃO TÉCNICA Joaquim Madaíl
PRODUÇÃO Maria Miguel Coelho
UM PROJETO CASCA DE NOZ
PARCERIA Herdade da Malhadinha Nova
PÚBLICO-ALVO Maiores de 16 anos
HORÁRIO 21h30
DURAÇÃO 90 minutos
LOTAÇÃO 80 lugares
LOCAL Auditório Maria José Cunha, FLL

 

JUNHO
9.a EDIÇÃO – “PENSAR ALTO”
Encontro da Oralidade
Tema: “Ai se eu mandasse! Os jovens e o poder”
CARLA MARQUES – Mestre em Linguística e Doutorada na mesma área; autora de várias publicações de carácter didático e de caráter linguístico.
ORGANIZAÇÃO Dra. Carla Marques – Clube da Oralidade do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal
HORÁRIO. 21h30
LOCAL Auditório Maria José Cunha, FLL

 

19 JUNHO
BINGO!
Leituras certeiras
Definido como um jogo de azar, na leitura o “BINGO!” é uma questão de sorte. Exclamamos Bingo quando acertamos no livro certo ou descobrimos o autor que escreve o que temos vontade de ler. No “Bingo!” da BFLL os participantes são convidados a jogar esse jogo de azar, para o qual lhes é entregue um cartão com 15 números, mas com a sorte de esses números também corresponderem a poemas e canções de autores nacionais, que serão lidos e cantados ao longo do serão. No final, há prémios literários para os vencedores.
CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO Rui Fonte
CONCEÇÃO Coletivo Orelhas Moucas
MÚSICA Rui Pina e Nuno Carvalho
PÚBLICO-ALVO Todos os públicos
HORÁRIO 21h30
DURAÇÃO 60 minutos
LOTAÇÃO 80 lugares
LOCAL Auditório Maria José Cunha, FLL

 

21 JUNHO
CRÓNICAS À VOLTADO MUNDO
Apresentação de livro de Rui Daniel Silva
A apresentação do livro “Crónicas à volta do mundo” relata as aventuras e desventuras por onde passou. Neste primeiro livro, fala das suas experiências pelo Sudeste Asiático, Médio Oriente, América Central e ainda, um relato sobre a viagem de bicicleta desde o Gana ao Benim. Será o descortinar de um mundo por vezes pintado a preto e bran-
co pelos media, rotulando muitos povos e culturas de forma injusta e
ingrata. O grande objetivo é mostrar a toda a gente, que o nosso globo terrestre não é assim tão perigoso. Viajar é mais fácil do que as pessoas possam imaginar.
APRESENTAÇÃO Rui Daniel Silva
PRODUÇÃO Rui Daniel Silva e Fundação Lapa do Lobo
PÚBLICO-ALVO Todos os públicos
HORÁRIO 21h30
DURAÇÃO 60 minutos
LOTAÇÃO 80 lugares
LOCAL Auditório Maria José Cunha, FLL

 

29 JUNHO a 30 SETEMBRO
EXPOSIÇÃO
“ Rostos do Mundo” de Miguel Mesquita 
Não existem lugares, nem continentes nem sequer paisagens a quem não pertençam olhos que os vêm, bocas que falam deles, tornando-os reais e afinal, possíveis de imaginar por quem nunca os percorreu ou, simplesmente, passou por eles. Mais do que os olhos, são os olhares que trespassam, com as suas luzes e as suas sombras e nos permitem ver neles, muito mais do que aquilo que parece estar no aparente aprisionamento de um retrato fotográfico. Rostos com bocas que contam estórias que, com os seus esgares ou sorrisos, nos transportam pela fantasia fora contando-nos o mundo de que falam. Sem palavras audíveis, é certo, mas poderosamente, gritando, interrompendo silêncios. São cabelos que se mostram ou se escondem, se revoltam ou se sujeitam, todos fios imensos, onde camadas de cores e poeiras os enchem de humanidades daqui e dali, de perto e de longe. Não estão ali por acaso, mas sim para serem palavra feita imagem; serem, para lá dos traços, desenho de forças e sonhos transportados nas cabeças das gentes. Olhares com cabelos revoluteando os rostos ou simplesmente bocas que falam sem lançar palavras vãs no mercúrio incendiado do sol dos dias ou na prata solene das noites, isto são retratos de gente que não capitula nem perante os problemas da vida e muito menos, perante a efémera interrupção da luz que a lente parece impor. Este trabalho é composto por retratos de pessoas, tão diversas quanto as vidas que elas vivem no Brasil, no Sahara Ocidental, em Cabo Verde, Portugal e Moçambique. Na sua diversidade nos reencontramos tramos, nos revemos e perscrutamos a nossa mais profunda humanidade.
INAUGURAÇÃO Dia 20 de Junho com a presença de autor
HORÁRIO 21h30
LOCAL Galeria de exposições da FLL

 

06 JUNHO
ESPETÁCULO
“DMITRI OU O PECADO” de Sónia Barbosa a partir de “Os irmãos Karamázov” de Fiódor Dostoiévski
Depois de Ivan ou a Dúvida, a encenadora Sónia Barbosa volta ao seu projecto Karamázov para se centrar na figura de Dmitri Karamázov e na sua perspectiva explorada no romance de Fiódor Dostoiévski, Os Irmãos Karamázov. Dmitri, o primeiro filho: passional, sensual, irascível, violento. Aquele que abertamente anuncia o seu desejo de matar o pai – será ele o parricida?
Através de uma construção dramatúrgica baseada no trabalho com os actores, na obra literária do escritor russo e no cruzamento com outros materiais e conceitos, a peça lança questões sobre o desejo, o hedonismo, o erotismo e a sensualidade, o delírio, o prazer dos sentidos, a atracção pela crueldade e pela perversão, a perda de controlo, a perda de consciência – e a relação de tudo isto com o nosso mundo de hoje. Se em Ivan ou a Dúvida, a dramaturgia e a encenação incidiram sobre a angústia do combate solitário e mortal entre um homem e a sua própria consciência, em Dmitri ou o Pecado serão o frenesim, o delírio, o arrebatamento e a passionalidade os motes que guiarão o processo de criação. Uma outra faceta de Dostoiévski, profundamente humana, retratada com a ampliação microscópica que lhe é habitual.
ENCENAÇÃO E DRAMATURGIA Sónia Barbosa
INTERPRETAÇÃO Guilherme Gomes, Hugo Sovelas, João Miguel Mota, Sónia Teixeira e Susana C. Gaspar
ESPAÇO CÉNICO E FIGURINOS Ana Limpinho
DESENHO DE LUZ Cristóvão Cunha
CONSULTORIA MUSICAL Ana Bento
CONSULTORIA DRAMATÚRGICA Anabela Mendes
PRODUÇÃO Ritual de Domingo Associação Artística
COPRODUÇÃO Teatro Viriato
APOIOS
 Fundação GDA, Fundação Lapa do Lobo, Município de Viseu, Associação Naco, Contraponto, Lugar Presente, Companhia Paulo Ribeiro, Escola Superior Educação Viseu, Freguesia de Viseu
HORÁRIO 21h30
LOCAL Pátio da Fundação Lapa do Lobo

 

20 JULHO
CONCERTO
“ConLatinidade” com João Gentil e Rita Marques 
João Gentil e Rita Marques apresentam um reportório com inspiração latina, partindo das suas influências experienciadas na Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Itália e França.
O reportório de ConLatinidade faz-se representar em primeiro plano pelo acordeão, numa viagem que emociona, com arranjos dirigidos pelo próprio João Gentil, alguns deles idealizados em Buenos Aires. São revisitados autores internacionais como Astor Piazzolla, Edith Piaf, Richard Galliano, mas também autores como António Variações e outras memórias coletivas da história da música portuguesa.
HORÁRIO 21h30
LOCAL Pátio da Fundação Lapa do Lobo