Espaços

>Auditório Maria José Cunha

O património arquitectónico da Fundação Lapa do Lobo resulta da recuperação de dois edifícios distintos, especificamente adquiridos para o efeito – o Edifício-Sede e o Espaço Multifuncional.

Os projetos de arquitetura são da autoria dos Arquitetos João Laplaine Guimarães e António Gomes, e o projeto de paisagismo do Arquiteto Paisagista Pedro Batalha.

As intervenções procuraram introduzir evidentes leituras de contemporaneidade mantendo os traços fundamentais da arquitetura característica da região.


Edifício-Sede

A sede da Fundação Lapa do Lobo está instalada num edifício que se encontrava, quando adquirido, em adiantado estado de ruína.

Trata-se de uma construção típica da Beira-Alta, fachada corrida com janelas alinhadas e portas de “loja” no rés-do-chão, provida de “mirantes” à frente e atrás, totalmente em granito. Supõe-se que se trata de um edifício construído na segunda metade do séc. XIX.

A intervenção realizada, sendo um projeto arrojado e modernista, não apaga no entanto os traços arquitetónicos fundamentais do edifício, mantendo as características básicas da arquitetura popular beirã.

O Edifício-Sede da Fundação comporta:

– Instalações administrativas
– Biblioteca e Espaço Cibernético
– Galeria expositiva
– Auditório para cerca de 90 pessoas
– Espaço exterior de lazer e para a realização de eventos



Espaço Multifuncional

É nestas instalações que funcionam o Atelier de Arte e a Escola de Bordados e de Música. Realizam-se também aqui a maioria dos Cursos e Ateliers promovidos pela Fundação.


Auditório Maria José Cunha

O porquê de um nome…

Maria José Antunes da Cunha nasceu na Lapa do Lobo em 2 de agosto de 1898.

Casou com José Antunes da Cunha em 27 de abril de 1920.

Foi para Angola em 1921, tendo regressado definitivamente a Portugal em 25 de junho de 1939.

Foi em vida mãe de 5 filhos, avó de 18 netos e bisavó de 23 bisnetos.

Senhora de permanente atividade, sempre conciliadora, cuidadosa com tudo e com todos, granjeou ao longo de toda a sua vida grandes amizades e afetos. Foi sem dúvida uma ilustre lapense, sendo de realçar a sua grande generosidade e a sua enorme capacidade para amar.

Faleceu com 97 anos na sua terra natalícia de que sempre tanto gostou, em 1995.