O CORPO NA PAISAGEM

A primeira semana de férias de Verão, na Fundação Lapa do Lobo (FLL), foi dedicada à dança contemporânea. Entre os dias 26 e 30 de junho, 17 crianças e jovens, com idades dos 7 aos 14 anos, participaram na oficina “O Corpo na Paisagem”, orientada por Yola Pinto e programada pelo Projeto Alcateia – Serviço Educativo da FLL.
A primeira questão foi: Afinal, onde se lê o saber? Há quem diga que é no céu dos olhos, na geometria das montanhas e vales do pensamento, nas palavras escritas pelas nuvens ou até mesmo nas impressões digitais que ficam nos lugares, depois de nós passarmos… Tudo coisas que o nosso corpo decide fazer e descobrir, mesmo quando não nos diz nada! Nesta oficina, as respostas para esta e outras questões começaram por dentro, na dança do tempo interior de cada um, para depois se estenderem ao espaço exterior através do movimento, onde o corpo foi a primeira unidade de medida.
Todos dançaram, observaram, descobriram, pensaram, sentiram, mediram, cartografaram, desenharam, dançaram outra vez, interligaram, saborearam… E, no final, aplaudiram e foram aplaudidos. Isto porque, como habitualmente, a última sessão da oficina terminou com uma breve apresentação pública, através da qual os participantes tiveram oportunidade de partilhar o processo de trabalho com familiares, amigos e outros interessados, no auditório e no pátio exterior da FLL.
Os principais objetivos desta proposta foram: criar espaços de liberdade de expressão e de criação, promover a dança, o movimento e a expressão corporal como recursos criativos, estimular competências expressivas e criativas, proporcionar a descoberta e a experimentação partilhada em processos artísticos de criação, suscitar a reflexão e o debate em torno de temas pertinentes, como a relação do corpo com o outro, o espaço e a paisagem.

O CORPO NA PAISAGEM | Oficina de Dança Contemporânea com Yola Pinto

Exercícios de descoberta das paisagens interiores de cada um e em relação com os outros.

Primeiras imagens da semana de férias programada pelo Projeto Alcateia – Serviço Educativo da FLL.

Santo António – Marchas e Arraial Popular

No passado sábado, dia 17 de junho, saíram à rua pelo 6.º ano consecutivo as Marchas de Santo António da Lapa do Lobo. Estas festividades são da organização de várias Entidades, a saber; Comissão Organizadora das Marchas de Santo António (composta por: Catarina Fonseca e António Loureiro), Associação Desportiva e Cultural Lapense e Junta de Freguesia de Lapa do Lobo, a Fundação Lapa do Lobo associa-se a esta organização através de apoio logístico e do patrocínio de todas as infraestruturas e demais despesas inerentes à concretização destes festejos. Uma vez mais o terreiro das Almas (coração da freguesia) foi pequeno para os mais de meia centena de marchantes que trajados a rigor sob o tema “O Amor” apresentaram as coreografias ensaiadas. Este momento foi acompanhado pela Banda Filarmónica de Santar e por um grupo de cantadores e cantadeiras da aldeia, que ensaiados pela professora Carla Loureiro, trazem mais encanto à marcha. A animação começou com o Grupo Cordas e Cantus da Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato, seguindo-se o desfile da marcha, que deu lugar aos discursos habituais, e o majestoso fogo de artificio e depois a noite continuou animada pela Banda Tempo que veio de Cantanhede para animar o arraial. Não faltaram as sardinhas, as bifanas e o caldo verde, muito bem confecionados pela ADCL, regados com bom vinho do Dão e cerveja fresquinha que a noite foi muito quente! E claro a fogueira do rosmaninho. A todos os envolvidos a Fundação Lapa do Lobo agradece o envolvimento e empenho.

“O Lobinho da Lapa” na Feira do Livro de Santa Comba Dão

“O Lobinho da Lapa” é um projeto da Fundação Lapa do Lobo que conta a história do Lobo da Lapa, baseado na ancestral lenda, mas agora em versão adaptada para literatura infantil, com a chancela da “Edições Convite à Música.

Na passada 4ª feira, dia 7 de junho de 2017, a convite da editora, sediada em Santa Comba Dão, cerca de 140 alunos dos 1º e 2º anos do 1º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Santa Comba Dão, em diferentes sessões, puderam assistir à apresentação do livro “O Lobinho da Lapa”, assim como ao filme 3D e cantar a música “O Lobinho assustador” incluídos na obra. Tudo aconteceu na Casa da Cultura da cidade.

Estiveram presentes na apresentação Paulo Gomes, das Edições Convite à Música; Luís Matos, também da editora e responsável pela componente musical do projeto; Ricardo Silva, programador 3D do filme e ilustrador do livro e Rui Fonte, coordenador da Biblioteca da Fundação Lapa do Lobo.

A Feira do Livro de Santa Comba Dão decorre até 11 de junho, com diferentes atividades e iniciativas relacionadas com o livro e a leitura, onde podem também encontrar “O Lobinho da Lapa”.

 

Contos de Fole: “O Charlatão”

Terminou a primeira fase da aventura de “O Charlatão” pelas ruas e lugares dos concelhos de Nelas e Carregal do Sal, com especial paragem na freguesia da Lapa do Lobo, que contou com duas atuações.

Ao longo de duas semanas, Rui Fonte – coordenador da Biblioteca da Fundação Lapa do Lobo –, na companhia de Nuno Carvalho (acordeonista, músico dos 2you) vestiu a pele de um vendedor da banha da cobra, numa inspiração e homenagem a Miguel Torga, autor do conto “O Charlatão” e a Sérgio Godinho e José Mário Branco, autores de uma canção com o mesmo nome.

Numa iniciativa que somou cerca de uma centena de espetadores, “O Charlatão” promete voltar às ruas e lugares dos concelhos de Nelas e Carregal do Sal num futuro próximo, em novas paragens, para contar a história de um vendedor ambulante, que é, no fundo, um ambulante vendedor de histórias.

 

Pensar Alto – 7.ª Edição

No passado sábado dia 03 de junho, o Auditório Maria José Cunha da Fundação Lapa do Lobo recebeu mais uma edição da atividade “Pensar Alto” – Encontro da Oralidade, promovido pelo Clube da Oralidade do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, e cuja grande mentora e impulsionadora deste clube e deste projeto é a Dra. Carla Marques. Esta que foi já a 7.ª Edição teve como tema: “Mas, para que me serve isto afinal”? – Reflexões sobre a inutilidade. Tema este que foi trabalhado e desenvolvido por alunos dos 10.º aos 12.º Anos, e que foi apresentado perante um Auditório completamente lotado por familiares, amigos, professores e por muitos antigos alunos deste Agrupamento que participaram em edições anteriores. O tema sendo comum a todos, foi defendido de forma muito heterogénea centrando-se em temáticas comuns a todos os cidadãos e com os quais todos nós nos confrontamos no nosso dia a dia e na vida em sociedade. O conceito de útil e de inútil foi – nos apresentado segundo diferentes perspectivas, e ficou provado que ambos respondem como conceitos pré concebidos com ideias que estabelecemos como verdadeiras, mas o que para uns é útil para tantos outros será inútil e o oposto também se aplica. Foi o dinheiro, o acessório e o essencial, a vida, a amizade, as escolhas de futuro, a educação, a escola dos tempos atuais e tantos outros temas que trouxeram á reflexão e à discussão os conceitos útil/inútil. No final muitos dos presentes não quiseram deixar de cumprimentar e felicitar estes jovens pelas magnificas intervenções, bem como a Dra. Carla Marques pelo trabalho desenvolvido com estes alunos e que aqui teve o seu resultado. Esta atividade é sempre muito acarinhada pela Fundação Lapa do Lobo, dado que foi uma das primeiras que recebemos e é também para nós um motivo de orgulho perceber que passaram 7 anos e que muitos jovens puderam desenvolver capacidades de refletir, defender uma ideia e subir a um palco e apresenta- la perante um público atento e informado. Parabéns a todos!

UMA SEMANA COM MARIONETAS, MÃES E MÃOS

DESCOBRIDORES
Entre os dias 23 e 26 de maio, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo apresentou o espetáculo de teatro de marionetas “Descobridores”, da companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora, ao qual assistiram mais de 500 alunos e professores do Ensino Pré-Escolar das IPSS e dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, Carregal do Sal e Nelas.
Numa tenda de retalhos azuis, que pode ser um iglô, o ventre materno, o mar, a terra ou um lugar secreto, aconteceram descobertas e encontros feitos de afetos e silêncios.
Chegaram pelo mar os descobridores. Recebidos pela mãe-ilha, viajaram pelo embalar dos abraços. Em cada terra nasce um menino, em cada terra nasce uma mãe. Em Portugal o gato brinca, no Brasil os pássaros voam e a mãe é grande, em África a mãe é chão, é terra, na Índia as mãos e os pés da mãe brilham e agitam-se de sons, em Timor a terra é um lugar imaginário que nos leva a jogar, na China os dragões saltam e a mãe tem mãos que dançam, tocam e embalam. “Descobridores” é uma viagem de sensações, num novo lugar cheio de esperanças e imagens, onde todos os dias são uma constante descoberta. Um espetáculo que é também Terra de cores, cheiros e sons, a explorar com os pais e com aqueles que nos embalam.
Com criação e interpretação de Filipa Mesquita, este espetáculo contou com música de Fernando Mota e Rui Rebelo e com cenário de Vânia Kosta. A partir desta proposta, procurou-se criar espaços sensoriais de afeto e de partilha, proporcionar experiências estéticas e artísticas significativas e estimular a sensibilidade e o olhar.

AQUI HÁ LOBO…
No dia 27 de maio, o espetáculo “Descobridores” foi apresentado especialmente para pais e filhos, avós e netos, tios e sobrinhos…, integrado no projeto “Aqui há Lobo…| Festa para a família”, este ano com um programa dedicado às marionetas, que rapidamente esgotou.
Antes do espetáculo, algumas famílias puderam visitar a instalação “Uma viagem feita por ti” e conhecer o universo plástico criado pela artista e artesã Vânia Kosta, outras participaram na oficina “Olhapins e Olharapos”, orientada por Filipa Mesquita, e construir uma marioneta de esponja de todas as cores, formas e feitios!
Com este dia dedicado ao público familiar, pretende-se promover o ser e o estar em família; proporcionar a partilha, a descoberta e a experimentação, através das artes e das expressões artísticas; estimular competências expressivas e criativas e celebrar a infância e a família.

 

Cesariny – Pintura e Cinema

Durante cerca de 3 anos, o realizador Miguel Gonçalves Mendes (na altura com 24 anos) acompanhou o poeta e pintor Mário Cesariny no final da sua vida. Deste encontro resultou uma obra intimista, o galardoado filme: “Autografia” – retrato único do artista surrealista. Conversando sobre temas universais como o amor, a vida e a morte, Miguel Gonçalves Mendes foi conhecendo Mário e Mário ao conhecer Miguel, foi ficando, nas suas palavras “miguelista”. Desta forte amizade entre ambos, Miguel guardou várias obras, que Cesariny lhe ofereceu ao longo do processo de filmagem. Nesta exposição dá-se a conhecer a coleção privada do realizador de obras de Mário Cesariny, na sua maioria inéditas e pela primeira vez expostas ao público. Foram estas obras que no sábado dia 20 de maio foram apresentadas na inauguração desta exposição patente na Galeria da Fundação Lapa do Lobo. A par desta exposição, foi exibido no Auditório o filme “Autografia”. Estes dois momentos contaram com a presença do realizador Miguel Gonçalves Mendes. A exposição pode ser visitada até setembro e serão organizadas pela Fundação sessões de visionamento do filme, que oportunamente serão divulgadas.

Workshop – Descobrindo o Cinema

No passado sábado dia 20 de maio, realizou-se no Edifício Multifuncional da Fundação Lapa do Lobo, o workshop “Descobrindo o Cinema”. Durante cerca de 2 horas, o realizador Miguel Gonçalves Mendes, trabalhou com 10 crianças, explicando os mecanismos que constroem e compõem o cinema. Através de imagens dos filmes que as crianças conhecem e que mais gostam (com especial destaque às obras de animação da Pixar), o realizador ensinou técnicas de montagem de um filme de animação, e a importância da montagem na construção da história.

Apresentação do Livro: “Um Homem de Palavra” de Jorge Branquinho

No passado dia 19 de maio, o Auditório Maria José Cunha, na Fundação Lapa do Lobo, foi o local da apresentação de mais um livro da autoria de Jorge Branquinho – natural de Nelas, professor de Filosofia e Psicologia, atualmente aposentado. Depois de “O ser da linguagem”, um livro de poesia editado em 2000, pela Câmara Municipal de Nelas, e do romance “aurelianos”, em 2015, com a chancela da Chiado Editora, o autor apresentou a sua terceira obra, também um romance, intitulado “Um homem de palavra”. Com a plateia recheada de familiares e amigos do próprio autor, mas também da arte da escrita e da leitura, a noite teve como anfitrião o Coordenador das atividades da Biblioteca da FLL, Rui Fonte, que se fez acompanhar na mesa por, para além do autor, o Dr. Borges da Silva, Presidente da Câmara Municipal de Nelas, e Lurdes Branquinho. Depois de um breve cumprimento e uma curta apresentação, Rui Fonte passou a palavra ao Dr. Borges da Silva, que teceu alguns comentários sobre a vida e obra do autor, de quem é amigo pessoal. Lurdes Branquinho, a par com Rui Fonte, responsabilizaram-se pela leitura de um texto escrito por Purificação Garcia, ausente por motivos pessoais, mas que não quis deixar de apresentar a sua análise à obra de Jorge Branquinho. De seguida, o autor teceu alguns agradecimentos e falou acerca de “Um homem de palavra” e sobre a aventura de editar um livro em edição de autor, depois de, nos livros anteriores, ter experimentado outras formas e apoios editoriais. Chegou o momento musical, da responsabilidade dos jovens Filomena e João, que interpretaram de forma exímia um Minuet de Bach. Seguiu-se a habitual sessão de autógrafos e um Dão de Honra, no pátio da Fundação Lapa do Lobo, que permitiu um afável convívio entre o escritor e todos os presentes, terminando, desse modo, mais um serão bastante agradável na Fundação Lapa do Lobo.