Exposição – “REFIGURAÇÃO”

“A exposição Refiguração pretende tratar, através de fotografia, vídeo e som, aspectos relacionados com o registo e documentação de obras de arte em espaço expositivo, favorecendo um tipo de registo fotográfico que, sem prejudicar a sua função documental, propõe uma abordagem que explora uma outra dimensão perceptiva, quer pela presença das sombras, criadas pela modelação da luz, quer pelos efeitos de movimento arrastado do elemento humano, num acontecimento (happening) imprevisível, observado em forma de relance. É neste contexto que se compreende o título REFIGURAÇÃO, uma vez que as imagens expostas dão destaque a elementos visuais (sombras e arrastamentos) que, na verdade, na forma em que são apresentados, apenas existem no espaço bidimensional da fotografia e não no espaço físico em que os objectos artísticos foram exibidos.

Este trabalho surge na sequência, por um lado, da actividade de documentação das exposições de Arte Contemporânea promovidas sobretudo pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, desenvolvida nos últimos anos, e, por outro, da investigação académica realizada sobre a recepção da obra de arte pela fotografia.

A exposição, entendida também como um processo de investigação, está concebida de modo circular, como que em loop, aspecto comum às três peças que a constituem: um conjunto de treze fotografias, doze com as dimensões de 43,34 x 65 cm e uma com 30 x 40 cm, um vídeo com entrevistas feitas a dois artistas (José Maçãs de Carvalho e Enzo de Leonibus), que partilham as suas reflexões sobre a relevância de alguns elementos visuais nas fotografias realizadas, ou discutem o papel da luz como matéria, capaz de gerar realidades, significados simbólicos ou diferentes percepções sobre os espaços, as pessoas e as coisas, um segundo vídeo, cedido pela artista Júlia Ventura, e uma instalação sonora. Uma das peças integrantes desta exposição (a coluna de som) fez parte da exposição Fiori Nel Mare, da artista italiana Bruna Esposito, que gentilmente a cedeu por ocasião da sua apresentação no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (de 14.9.2018 a 25.10.2018).

A apresentação da exposição contou com as intervenções do Doutor António Olaio, Director do Colégio das Artes da UC, e do Doutor Luís Umbelino, Professor da Faculdade de Letras da UC.
Esta exposição teve ainda o apoio científico do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos.
Apresenta-se ainda um conjunto de textos relacionados com o tema da exposição, da autoria destes e de outros investigadores, que em muito têm contribuído para que o processo de investigação de que esta exposição faz parte se desenvolva e consolide a cada dia.”

Link para noticia com vídeo e áudio da inauguração:

https://www.visualkosmos.com/…/-refiguration-of-space-galle…

Texto e fotos de: Vitor Garcia (Autor da Exposição).

LEITOR DO ANO

Alexandre Ramos

O leitor do ano de 2018 da Biblioteca da Fundação Lapa do Lobo, por ter requisitado mais livros durante o ano passado, é o Alexandre Ramos.

A BFLL agradece e parabeniza não só a ele, mas toda a família. Para recordação, como é hábito, o vencedor recebeu o Diploma e o livro “O Lobinho da Lapa”.

Que 2019 seja um ano de muitas leituras.

Concerto Final de Ano

No passado sábado dia 29 de dezembro realizou-se o já tradicional Concerto de Final de Ano da Fundação Lapa do Lobo. Como já vem sendo hábito este concerto realiza-se todos os anos no final de dezembro e o mesmo conta a cada ano com a presença de uma das quatro Bandas Filarmónicas apoiadas pela Fundação. Este ano calhou à Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias a realização deste concerto. Assim, o Salão de Festas da Associação Desportiva e Cultural Lapense encheu-se de público que assistiu com bastante entusiasmo a este magnífico espetáculo. O concerto iniciou com a interpretação das peças: ” Fanfare for a Friend” , “Jericho” e “West Side Story” e estas três peças foram as únicas que não tiveram acompanhamento vocal, pois todos fomos agradavelmente surpreendidos pelas magníficas vozes de Cláudia Matos, Ariana Neves e Ângelo Santos que interpretaram as canções: ” Chamar a Música”, “Barco Negro”, “Sol de Inverno”, “Senhora do Mar”, “Oh Gente da Minha Terra”, e “Pica do 7”, respetivamente e brilhantemente acompanhadas pela Banda Filarmónica. Foi um magnifico serão e uma excelente maneira de encerrar o ano de atividades da Fundação. No final o público que aplaudiu de pé, pediu um encore e voltamos a ouvir “Chamar a Música” de Sara Tavares interpretado em dueto por Cláudia Matos e Ariana Neves. Feitos os habituais agradecimentos finais, pelo Maestro Pedro Carvalho e pelo Presidente da Banda Vítor Borges, que ofereceu uma réplica do monumento alusivo aos 140 anos de vida da Filarmónica à Fundação Lapa do Lobo, chegou o momento dos agradecimentos também por parte da Fundação e seguiu-se o habitual convívio com partilha do bolo rei.

CASA DO ESPELHO

A primeira semana de férias de Natal, na Fundação Lapa do Lobo, foi dedicada à oficina de teatro “Casa do Espelho ou ainda esta manhã sabia quem eu era”, programada pelo Projeto Alcateia – Serviço Educativo da FLL. Entre os dias 17 e 21 de dezembro, um grupo de 15 crianças e jovens com idades entre os 6 e os 14 anos dedicou-se à exploração do tema da identidade, sob a orientação da atriz, encenadora e formadora Adriana Campos. O desafio foi este: Sabiam que a Lapa do Lobo tem uma casa com um espelho especialmente criado para crianças que todas as manhãs sabem o que (não) são? Façam um exercício simples: olhem-se ao espelho, fechem os olhos, voltem a olhar bem para o outro lado do espelho e finjam que não sabem quem é essa pessoa do outro lado. Agora experimentem franzir o sobrolho… dizer adeus… e agora desapareçam devagarinho… Afinal, quem era a pessoa que lá estava? Inspirados no livro “Espelho”, de Suzy Lee, no clássico “Do outro lado do espelho”, de Lewis Carroll, no conceito de “imensa biblioteca do existir humano”, de José Saramago, e outras referências, os participantes tentaram descobrir a imagem que temos de nós próprios e a forma como a modulamos, inventamos ou fantasiamos. Com esta experiência, pretendeu-se criar um espaço de liberdade de expressão e de criação; promover o corpo, o movimento, o texto e a voz como recursos criativos; estimular competências criativas e expressivas; proporcionar a descoberta e a experimentação partilhadas; suscitar a reflexão e o debate em torno de temas pertinentes, como a identidade. Como acontece sempre nestas oficinas de férias, no final da última sessão de trabalho, os pais, amigos e familiares dos participantes foram convidados a assistir a uma breve apresentação pública, de modo a conhecerem o processo criativo que envolveu o grupo. Neste caso, foram também desafiados a experimentar alguns dos exercícios desenvolvidos, terminando com um baile de balões e histórias partilhadas entre famílias.

PRÉMIO LITERÁRIO ALBERTINO DOS SANTOS MATIAS APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE MELHORES CONTOS 2018

Aconteceu no passado domingo, dia 16 de dezembro, a apresentação do livro que reúne os 4 melhores contos do Prémio Literário Albertino dos Santos Matias: melhor conto 2018. Foi o culminar da 1ª edição deste Prémio, apresentada a 05 de março de 2018, data de aniversário de nascimento de Albertino dos Santos Matias.
A tarde começou com a receção de boas vindas por parte de Rui Fonte – coordenador da Biblioteca da Fundação Lapa do Lobo, no âmbito da qual de realizou o concurso – que de seguida apresentou a mesa, onde estavam os autores e Carla Marques, representante dos jurados que avaliaram os contos. Depois de uma breve introdução e apresentação de todos os membros do júri, subiu ao palco Fernando Pinto dos Santos, um dos jurados, que traçou uma breve nota biográfica de Albertino dos Santos Matias, seu pai. De seguida, tomaram a palavra os autores dos contos presentes no livro: Catarina Almeida, vencedora do 1º prémio (uma viagem a Londres); José Filipe Melo (menção honrosa), Humberto Fonte e Catarina Fonseca. Todos falaram um pouco das suas motivações para a escrita, no geral, e do conto que escreveram em particular. No público estava Nuno Camarneiro, também membro do júri, que discursou sobre a capacidade criativa no universo da escrita. Antes da participação do público, que teve ali a oportunidade de partilhar algumas questões e curiosidades sobre os autores e os contos editados, Carlos Torres, Presidente da Administração da Fundação Lapa do Lobo, falou sobre a missão cultural da FLL no apoio à criação artística, neste caso, literária, deixando a certeza de que haverá uma 2ª edição do Prémio Literário Albertino dos Santos Matias.
A tarde terminou com o sempre convidativo Dão de Honra, ao mesmo tempo que os autores confraternizavam com os presentes, distribuindo autógrafos pelos interessados.
O livro da 1ª edição do Prémio Literário Albertino dos Santos Matias: melhor conto 2018 reúne os 4 melhores contos e está disponível no edifício sede da Fundação Lapa do Lobo.

HISTÓRIAS CURTAS DE ANIMAÇÃO

No dia 10 de dezembro, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo, em parceria com o Cine Clube de Viseu, apresentou mais um programa de cinema de animação, desta vez para os alunos do 6º Ano dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, de Carregal do Sal e de Nelas.
No total, foram 203 alunos e professores que assistiram a breves histórias em imagens, através da seleção de cinco filmes, que inspiraram a reflexão sobre relações intergeracionais: “Two Trams”, um filme russo, de Svetlana Andrianova; “Outdoors”, da autoria de vários realizadores do Canadá; “Os Prisioneiros”, da realizadora portuguesa Margarida Madeira; “Awaker”, de Filip Dvidiak, uma produção da República Checa; “The Green Bird”, um filme francês de vários realizadores.
Em “Histórias Curtas”, há desenhos que sentem, falam, andam e saltam! Desenhos a preto e branco ou desenhos a cores, que contam histórias, umas sérias e outras divertidas. “Histórias Curtas” reuniu histórias animadas cheias de lirismo e fantasia. Os filmes escolhidos tiveram em atenção as exigências perceptivas dos mais jovens espectadores, intensificando a experiência de ver e interpretar cinema, contribuindo para uma maior proximidade afetiva com as artes visuais e estimulando competências críticas e criativas.
No momento da conversa final, partilharam-se opiniões, questões e interpretações sobre cada proposta de filme: o direito à liberdade, a importância do amor, a relação entre mâe/pai e filho, a necessidade de interajuda, o ciclo da vida, a referência de valores e exemplos.
Ao longo dos últimos anos, os públicos deste programa de cinema vão mudando, mas os objetivos mantêm-se: promover a literacia fílmica, sensibilizar para o cinema e a linguagem audiovisual, dar a conhecer diferentes recursos, processos e técnicas do cinema de animação, proporcionar o contacto com realizadores e estimular a reflexão e o debate em torno de temas pertinentes.