Programação de Dezembro

Para o mês mais mágico do ano a Fundação Lapa do Lobo propõe:

Dia 16/12 às 15.00 – Apresentação do Livro: “Prémio Literário Albertino dos Santos Matias – Melhor Conto 2018″

De 17 a 21/12 entre as 14.30 e as 17.30 – Casa do Espelho, ou ainda esta manhã sabia quem eu era” – Oficina de Teatro com Adriana Campos (ainda há vagas).

Dia 29/12 às 21.00 – Concerto de Final de Ano pela Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias.

PARAR PARA LER

Em mês de Natal, a Fundação Lapa do Lobo convida a “Parar para ler”.
Em todas as Paragens do Serviço de Boleias Gratuitas da FLL encontra um conto, para ler enquanto espera.
Boas festas e boas leituras!

UM CAPÍTULO SOBRE FUTEBOL

No dia 24 de novembro de 2018, realizou-se a 9ª edição de “Um capítulo sobre…”, promovido pela Biblioteca da Fundação Lapa do Lobo. A tertúlia versou sobre futebol e teve como convidado especial o jornalista e escritor Rui Miguel Tovar. Todos os presentes ficaram surpreendidos com a memória do convidado que, a cada tema que surgia, se lembrava de uma história ou figura particular do mundo do futebol. A conversa, mediada por Rui Fonte, norteou-se nos livros de Rui Miguel Tovar, com especial destaque para “Bola ao Ar” (2016); “Dicionário Sentimental de Futebol” (2015); 101 Cromos da Bola” (2012) e “366 Histórias de Futebol” (2011). Antecipou-se também o seu mais recente livro, que acaba de ser editado, intitulado “Fome de Golo”. O serão serviu, essencialmente, para demonstrar que é possível escrever, pensar e falar de futebol, sem desavenças clubísticas, destacando o lado positivo da prática desportiva, recordando bons e maus momentos, episódios mais caricatos e factos menos prováveis. “Um capítulo sobre…” regressa a 23 de fevereiro de 2019 e será sobre poesia.

Congresso “De Gibraltar aos Pirenéus – Megalitismo, Vida e Morte na Fachada Atlântica Peninsular.

A Fundação Lapa do Lobo e os concelhos de Nelas e do Carregal do Sal abriram as suas portas para receber o Congresso “De Gibraltar aos Pirenéus – Megalitismo, Vida e Morte na Fachada Atlântica Peninsular.

Nos dias 2, 3 e 4 de novembro cerca de 70 congressistas, arqueólogos portugueses e espanhóis, apresentaram na Fundação Lapa do Lobo, os resultados das suas investigações mais recentes sobre o Megalitismo na fachada atlântica da Península Ibérica, trocaram e debateram ideias e lançaram novas pistas e novos desafios para o trabalho futuro.

Tiveram ainda oportunidade de visitar alguns exemplos do vasto património arqueológico dos concelhos de Carregal do Sal e de Nelas, onde abundam importantes exemplos deste tipo de monumentos, onde as arquiteturas, os rituais e as paisagens se cruzam com o tempo dos vivos e dos mortos, lançando interrogações sobre a vida, a organização e o pensamento das sociedades pré-históricas que por esta região foram passando e os deixaram como legado. Tudo isto num longínquo período variável de vários milénios a.C.

Este congresso surgiu na sequência dos trabalhos de estudo e investigação do Projeto NeoMega (Neolitização e Megalitismo na Plataforma do Mondego), que abrange oito sítios arqueológicos nos concelhos de Nelas e do Carregal do Sal, incluindo precisamente o novo sítio da Orca da Lapa do Lobo, recentemente descoberto e cujas campanhas de escavação, dirigidas pelo Prof. João Carlos de Senna-Martinez, vieram a revelar descobertas inesperadas, dignas de serem partilhadas na comunidade científica de arqueologia.

De realçar que a investigação, recuperação, integração e valorização do património arqueológico da nossa região representa uma mais-valia importantíssima para os concelhos de Nelas e do Carregal do Sal. Pois, para além da ação de preservação do património em si e da sua disponibilização ao público, se devidamente trabalhado em conjunto com outros patrimónios locais como o paisagístico, o gastronómico, o enológico e o cultural em geral, permite abrir novas portas de interesse e atração a uma região ainda tão pouco conhecida dos portugueses e dos estrangeiros sob o ponto de vista turístico.

O prolongamento temporal do projeto NeoMega irá permitir concretizar os objetivos de investigação e musealização dos oito sítios arqueológicos agora em estudo. Ambas as autarquias e diversas outras entidades, de entre as quais a Fundação Lapa do Lobo, continuarão certamente a apoiar este projeto. Os resultados de mais esses anos de investigação arqueológica nos nossos concelhos justificarão certamente o lançamento de um outro desafio para a realização de um novo Congresso Internacional de Arqueologia na nossa região, o que muito nos orgulhará.

O POVO QUE CONTA

Já está disponível o documentário “O Povo que Conta”, com estórias, pessoas e lugares da Lapa do Lobo. Realização de Tiago Pereira, numa co-produção FLL e MPAGDP.

UM MAPA DE CONTOS, CANTOS E ESTÓRIAS DE MUNDOS DISTANTES

Entre os dias 23 e 29 de outubro, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) apresentou “Mapa”, um espetáculo de teatro e música da autoria de Fernando Mota. “Mapa” é um projeto que engloba duas versões do mesmo espetáculo: Estórias de Mundos Distantes (para adultos) e Contos e Cantos (para a infância). A versão para adultos teve sessões para o público em geral e para os alunos do 12º ano do Ensino Secundário e a versão para a infância foi dirigida a todos os alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico dos agrupamentos de escolas de Canas de Senhorim, Carregal do Sal e Nelas. Ao longo de 12 apresentações, foram quase 1000 pessoas que assistiram a “Mapa”, no Centro Cultural de Carregal do Sal, numa cedência de espaço à FLL, por parte da Câmara Municipal.
A ideia do projeto nasceu da vontade de trabalhar a partir dos poemas das mulheres afegãs, os landay. Por isso, na génese deste espetáculo está a pesquisa de histórias de resistência e evasão em países e territórios em guerra, com especial enfoque nos universos feminino e infantil. Criado a partir de textos originais, poesia oral de mulheres afegãs, músicas e sonoridades de várias culturas de África e do Médio Oriente e outros materiais plásticos e audiovisuais, procura fazer uma reflexão sobre os conceitos de território e fronteira, de pertença e de liberdade. São histórias paralelas aos conflitos armados, é o outro lado, visto em micro e meta narrativas sugeridas ali em palco, num espetáculo multidisciplinar, que usa música, vídeo, texto dito e texto gravado. Olha para regiões como o Afeganistão, a Síria, o Sudão, a Nigéria, a Palestina ou tantos outros e procura ver como vivem as crianças e as mulheres, enquanto os homens fazem a guerra.
Os objetivos programáticos e educativos desta proposta foram: sensibilizar para a tomada de consciência do nosso lugar no mundo e da nossa relação com pessoas e lugares distantes, em situação de fragilidade social e humana; envolver as crianças e os jovens na reflexão e no debate em torno de temas pertinentes para o seu crescimento e amadurecimento; estimular competências expressivas, criativas e afetivas; promover a sensibilidade estética e artística; proporcionar a fruição de objetos artísticos de criação nacional.