Tradicionalidades do Canto da Dança e da Música – Momento 3

Concerto Coral da Primavera
Concerto Coral da Primavera
Concerto Coral da Primavera
Concerto Coral da Primavera

No dia 28 de fevereiro, o Auditório Maria José Cunha da Fundação Lapa do Lobo, recebeu o 3.º momento do Ciclo Tradicionalidades do Canto, da Dança e da Música, ciclo este iniciado em 2012 e retomado em janeiro de 2015.
Foi uma vez mais pela mão do Eng.º Pedro Fonseca, também ele músico e apaixonado pela música tradicional portuguesa, que este projeto musical chegou até nós.
Sob o tema “Entrudo, entre o pecado e a vírtude”, foram 14 os temas apresentados, perante um Auditório completamente lotado.
O grupo convidado apresenta-se como sendo um projeto que “pretende levar a música tradicional a espaços improváveis, oferecendo uma performance artística com recurso ao audiovisual, que permita fazer uma ligação do espaço com os interpretes e desmistificar ideias pré-concebidas sobre a adequação dos locais aos espetáculos musicais. Traduzem-se para o tempo nosso, melodias aprendidas de vozes de outros tempos, de rituais do ciclo de inverno. Eis o entrudo, transgressor, de presença forte,libertador e também iniciático, como forma de despedida dos excessos e dos prazeres da carne e entrada numa quaresma que se quer rigorosa e proibitiva.” Composto por: Catarina Moura (voz),Luis Pedro Madeira (guitarra e cavaquinho), Manuel Rocha (violino) e Quiné Teles (percussão).
Neste espetáculo foram tocadas e cantadas músicas de Entrudo de várias regiões do País, desde o tema “Baixo vai o Entrudo” , tema caraterístico da Beira Baixa, até ao tema “Sapateia” caraterístico dos Açores, passando por temas como “Tempo de Entrudo” proveniente do Alentejo, num magnifico concerto em que por diversas vezes, se ouviu o público acompanhar as canções. Ao longo de todo o espetáculo, foram sendo dadas explicações relativas a toda esta temática, aos rituais de Entrudo e à passagem ao tempo de Quaresma, explicações estas que nos chegaram pelo músico Manuel Rocha, e foi sempre dada ao público a oportunidade de colocar questões, pois pretende-se que estes momentos sejam de partilha e de algum modo tenham uma vertente pedagógica.
Foi sem sombra de dúvida um belíssimo momento, em que todos os objetivos propostos pela Fundação foram atinguidos, em mais um momento deste Ciclo que terá o seu próximo espetáculo em 23 de maio, com a presença do Gefac.