LUGARES PARA VIAGEM

No passado dia 13 de janeiro, às 21h30, foi inaugurada, na Galeria da Fundação Lapa do Lobo (FLL), a exposição de fotografia “Lugares para Viagem”, de Duarte Belo. Esta exposição é a expressão de um projeto artístico, educativo e documental mais complexo sobre a memória, associada ao património natural e cultural da região.
O autor, Duarte Belo, percorreu o eixo entre Nelas e Carregal do Sal, com uma paragem mais demorada na Lapa do Lobo, mas visitou também outros sítios envolventes a esta linha. Montes e vales, quatro vilas, numerosas aldeias, campos agrícolas, floresta e também a destruição causada pelos incêndios recentes. Fotografou numerosos lugares na procura da identificação dos espaços pela fotografia, na caracterização das paisagens e arquiteturas. Reuniu algumas das fotografias para as partilhar numa exposição que se deseja participada, como construção de um olhar coletivo sobre nós próprios, os lugares que habitamos, a nossa casa. Pretendeu-se, assim, estimular o diálogo em torno dos valores da terra e as memórias das comunidades, fixar um momento presente, interpretar o passado, olhar para o futuro.
O programa de inauguração desta exposição contou com o discurso inicial de Mariana Torres, curadora da Galeria da FLL, seguido da projeção do filme “A Luz da Terra Antiga”, apresentado pelo próprio realizador, Luís Oliveira Santos. Duarte Belo contextualizou, depois, o projeto no âmbito do seu trabalho de registo sobre o território português, convidando o público para uma visita guiada pela exposição.
Ao longo dos próximos meses, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da FLL dará continuidade a este projeto, com a participação de Cristina Nogueira e Duarte Belo, através de “Percursos Criativos”, que são propostas educativas de descoberta e experimentação, a partir da exposição patente na Galeria da FLL, à qual serão acrescentados contributos por parte de diversos públicos (crianças, jovens e comunidade em geral). Através dos conceitos de Memória, Diálogo e Inscrição, desenvolver-se-ão ações de sensibilização, valorização e promoção do património e da paisagem. A imagem fotográfica será o suporte privilegiado para potenciar novos olhares e afetos sobre o espaço e o tempo do território, porque, como afirmou o geógrafo Orlando Ribeiro, “A terra de um povo já não é um simples dado da natureza, mas uma porção de espaço afeiçoado pelas gerações…”.

(Fotografias de Cristina Nogueira)

Concerto Final de Ano

No passado dia 30 de Dezembro realizou-se o já tradicional Concerto de Final de Ano na Associação desportiva o Cultural Lapense. Este concerto inteiramente organizado pela Fundação lapa do Lobo, conta a cada ano com a presença de uma das quatro bandas filarmónicas apoiadas (São João de Areias, Carvalhal redondo, cabanas de Viriato e Santar). Foi precisamente esta ultima a quem coube realizar o concerto de final de ano de 2017. Com o Salão de Festas da ADCL completamente cheio (cerca de 2 centenas de pessoas), que se realizou o magnifico concerto pela mão do Maestro Nuno Pinheiro. Este concerto teve a particularidade de contar com a presença dos mais jovens elementos da banda que acompanharam em coro Beatriz Araújo que cantou 2 temas acompanhada pela Banda de Santar. Além desta participação especial, também o Coro da universidade Sénior de Nelas (pela mão da Professora Carla Loureiro) acompanhou a Banda em alguns momentos, nomeadamente o medley dos Xutos e Pontapés. Foi sem duvida uma excelente maneira de terminar o ano de programação cultural, lúdica e formativa da FLL. No final os agradecimentos pelo Presidente da banda (António Rui Nogueira) e pela Coordenadora Geral da FLL (Sónia Simão).

O MUSEU DE NÓS PRÓPRIOS

O Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo dedicou o mês de dezembro à memória, através da dinamização de duas oficinas de escrita e de teatro, inspiradas no universo temático, artístico e dramatúrgico do projeto “Museu da Existência”, da companhia de teatro Amarelo Silvestre.

Entre os dias 5 e 14 de dezembro, a oficina “Como construir um Museu”, orientada pelo dramaturgo Fernando Giestas, acolheu 232 alunos do 6º ano do 2º Ciclo do Ensino Básico dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, Carregal do Sal e Nelas. Antes disso, todas as turmas receberam a visita do Projeto Alcateia, para recolha, registo e identificação de objetos pessoais que guardassem memórias importantes na vida destes meninos e meninas de 11 anos. Foi-lhes contado que um homem, Senhor Melo, decidiu construir um Museu com objetos que as pessoas fazem existir. Objetos com memórias vivas. O chapéu salva-vida, o pão torrado que alimentou um amor clandestino, a aliança da revolução que acabou com a guerra, a boneca que não se pode partir e tantos outros. É isso o Museu da Existência. Um museu que é uma casa em construção, por dentro. Nesta oficina, a proposta foi criar um lugar de histórias e objetos, a partir das vivências de cada participante. São deles as memórias vivas desta casa efémera, que continuará a existir num pequeno livro, entregue a todos os alunos, com imagens e relatos feitos de hesitação, gargalhadas, orgulho, saudade, coragem e lágrimas também: a medalha de corta-mato da Ana, que, mesmo com o pé magoado, chegou à meta; as ferraduras do primeiro cavalo do João; o pedaço de madeira que o pai fez para o Simão; as primeiras chuteiras amarelas do Valentim; a farda de bombeira da Margarida, que se voluntariou aos seis anos; a primeira guitarra do Gustavo; o anel que o bisavô ofereceu à Bia, no último dia em que estiveram juntos; a fotografia do irmão mais novo do Tiago; o primeiro lápis do Gabriel; a rocha que a Maria trouxe dos Açores; o elástico de cabelo da primeira namorada do Gonçalo…

Na primeira semana de férias de natal, do dia 18 ao dia 21 de dezembro, foi desenvolvida a oficina de criação artística “A Matéria da Memória”, com um grupo de 17 crianças e jovens com idades entre os 6 e os 15 anos, sob orientação da atriz e encenadora Rafaela Santos.
Uma medalha, um peluche, uma fotografia, uma bola, um boné, um par de botas, um rebuçado, um relógio… Objetos que podem ser banais, mas especiais em momentos da vida de diferentes pessoas. Esta oficina propôs a valorização das histórias individuais versus universais, através também da partilha de um objeto particular de cada um dos participantes. A partir de exercícios práticos de teatro, o movimento e a voz ajudaram a descobrir e a compreender o receptáculo de emoções e experiências que é o nosso corpo e que a memória vai evocando, revelando aos poucos o caminho para o museu de nós próprios. E foi aí que se desenhou um percurso pela Fundação Lapa do Lobo, onde participantes, pais, familiares e amigos puderam atravessar e sentir as diferentes texturas da matéria da memória. Esta apresentação pública final permitiu a partilha do processo de trabalho.

Os principais objetivos destas duas propostas foram: explorar linguagens e conteúdos a partir do universo artístico do espetáculo; criar espaços de liberdade de expressão e de criação; promover a expressão dramática, o teatro e a escrita como recursos criativos; estimular competências cognitivas, expressivas e sociais; proporcionar a descoberta e a experimentação partilhada, em processos artísticos de criação; suscitar a reflexão e o debate em torno de temas pertinentes, como a memória, a existência e os afetos; promover a sensibilidade estética.

A TRADIÇÃO DO CINEMA DE ANIMAÇÃO NA FLL

Nos dias 27, 28 e 29 de novembro, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo, em parceria com o Cineclube de Viseu, apresentou mais um programa de cinema de animação, desta vez para os alunos do Ensino Pré-Escolar dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, de Carregal do Sal e de Nelas.
No total, foram cerca de 450 alunos e professores que assistiram a breves histórias em imagens, através da seleção de seis filmes, inspirada na ideia de festa: a festa do circo, com “Balance”, de Mara Fradella, ou a festa do cinema ao ar-livre, com “Cinegirasol”, de Bruno Caetano e Rui Telmo Romão, com argumento de Nuno Markl; a festa onde não falta a música, com “Le Merle”, de Norman McLaren, e com “The Band Concert”, de Walt Disney e Wilfred Jackson; a festa da natureza, com “Sunny Day”, de Gil Alkabetz, e “Chemin d’ Eau pour un Poisson”, de Mercedes Marro.
Em “Histórias Curtas”, há desenhos que sentem, falam, andam e saltam! Desenhos a preto e branco ou desenhos a cores, que contam histórias, umas sérias e outras divertidas. “Histórias Curtas” reuniu histórias animadas cheias de lirismo e fantasia. Os filmes escolhidos tiveram em atenção as exigências perceptivas dos mais jovens espectadores, intensificando a experiência de ver e interpretar cinema, contribuindo para uma maior proximidade afetiva com as artes visuais e estimulando competências críticas e criativas.
Nos momentos de conversa, entre filmes, partilharam-se opiniões, questões e interpretações sobre cada proposta de filme: a impertinência da menina que queria tanto ver circo que acabou a brincar com a borboleta, a coragem do menino tímido que salvou a apaixonada com uma pipoca, a imaginação das lengalengas e dos melros, a resiliência de uma banda de música no meio de um tornado e a importância do sol e da água para a vida na Terra.
Ao longo dos últimos anos, os públicos deste programa de cinema vão mudando, mas os objetivos mantêm-se: promover a literacia fílmica, sensibilizar para o cinema e a linguagem audiovisual, dar a conhecer diferentes recursos, processos e técnicas do cinema de animação, proporcionar o contacto com realizadores e estimular a reflexão e o debate.

 

(A)RISCAR NA SALA DE AULA

Nos dias 28 de outubro, 11 e 25 de novembro, decorreu “Expressão Dramática na Sala de Aula – caderno (a)riscar”, um Curso de Formação de Expressão Dramática para educadores e professores do 1º Ciclo do Ensino Básico, criado e orientado por Adriana Campos e programado pelo Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL).
Foram 18 horas de trabalho intenso e inspirador em torno de práticas artísticas e educativas, partindo da questão: Qual o contributo da prática teatral para a formação integral das crianças, na sua relação com os outros, com o mundo e consigo próprias? Este curso de formação propôs um espaço de expressão pelo drama na sala de aula, descodificando o corpo como depositário de ideias e arquivo em permanente construção. Para além de momentos de experimentação e de reflexão sobre a expressão em contexto educativo, o curso contemplou a utilização e a criação do “caderno (a)riscar”, que deverá servir de suporte para educadores e professores implementarem esta prática no seu plano anual de atividades. Este caderno, propositadamente incompleto, pretende ser uma ferramenta e, em simultâneo, um objeto (re)construído ao longo do tempo.
Para além deste caderno em construção, o grupo de formandos teve oportunidade de explorar a ‘caixa com perguntas dentro’, guardar importantes referências bibliográficas, testar o ‘espaço vazio’, reformular conceitos e ideias, fazer teatro com fita de papel, procurar no corpo o lugar das coisas importantes, habitar os espaços da FLL e, sobretudo, arriscar.
A formadora Adriana Campos, que é uma colaboradora muito próxima do Serviço Educativo da FLL, é licenciada em Teatro e Educação, complementou a sua formação em Dança e Comunidade e reparte-se entre a criação e a pedagogia, nos mais variados contextos, desde a colaboração em serviços educativos e escolas, criação e/ou interpretação de espetáculos, dinamização de formação para professores, criação com e para a comunidade, coordenação de projetos em contexto de deficiência, entre outros.
Na continuidade da aposta que o Serviço Educativo da FLL tem vindo a fazer na formação para agentes educativos, esta proposta aprofundou ainda mais objetivos como: potenciar a prática teatral e a linguagem dramática como recursos educativos; sensibilizar para a importância da criatividade e da imaginação no desenvolvimento de competências; estimular espaços mais livres e democráticos para a relação de ensino-aprendizagem em sala de aula; contribuir para a criação de recursos didáticos interessantes e inovadores; promover a aprendizagem contínua… E arriscar ser e fazer diferente.

I LOVE 2 HELP

Nos dias 13, 14, 15 e 16 de novembro, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL), em parceria com a organização não governamental Help Images, levou a Mostra do Filme Solidário “I LOVE 2 HELP” a todas as turmas dos 7º, 8º e 9º anos dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, Carregal do Sal e Nelas.
No total, foram 729 alunos e professores que, ao longo de 14 sessões, assistiram a um conjunto de 13 filmes publicitários, de ficção e documentários, sobre temáticas humanitárias, sociais, ambientais e culturais. Estas imagens permitiram conhecer projetos e campanhas, que contribuem para a sensibilização e a participação mais ativa e solidária das sociedades, numa perspetiva local, nacional e global. Os filmes escolhidos promoveram alertas, tomadas de consciência, pedidos de apoio e responsabilidade social em geral. No final da Mostra, o público foi convidado a participar num debate, do qual resultaram interessantes partilhas e estimulantes confrontos de ideias, em torno de questões da vida e do mundo, que levaram os alunos a tomar posições e a argumentar opiniões.
A Help Images, que colabora com o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da FLL há vários anos, é uma organização sem fins lucrativos, com estatuto de utilidade pública desde Junho de 2008, cuja missão é promover a consciencialização social, cívica e ambiental das populações, através da produção de conteúdos de media dedicados. Ao promover a visibilidade das instituições de solidariedade social e os seus projetos junto das comunidades, associados e entidades financiadoras, a Help Images cumpre a sua missão – mostrar ao mundo aqueles que acreditam e trabalham para que a vida de todos seja melhor, mais feliz e mais completa.
Com esta proposta, particularmente dirigida a jovens entre os 12 e os 15 anos, estabeleceram-se como objetivos principais: promover a cidadania e a consciência social, sensibilizar para a importância de causas e projetos de solidariedade e de intervenção social, proporcionar espaços de aprendizagem mais livres e democráticos, estimular o debate e a reflexão sobre temáticas e problemáticas atuais e desenvolver o espírito crítico.

JÚLIO ISIDRO NA FUNDAÇÃO LAPA DO LOBO

No dia 18 de novembro, no âmbito do ciclo de tertúlias literárias levadas a cabo pela Fundação Lapa do Lobo designadas por “Um capítulo sobre…”, Júlio Isidro subiu ao palco do Auditório Maria José Cunha, na FLL, para nos falar de Televisão. Foi ele o convidado especial de “Um capítulo sobre… TV”, tendo por base o livro escrito pelo próprio há cerca de um ano, uma autobiografia, intitulado “O programa segue dentro de momentos”. Durante, sensivelmente, duas horas o carismático produtor e apresentador conversou para uma plateia que esgotou o Auditório da FLL, fazendo uma retrospetiva da sua carreira, que coincide, obviamente, com a história da RTP. Ao longo da sua intervenção, Júlio Isidro brindou a audiência com pequenos clips, que ilustravam o discurso e remetiam os presentes para o passado da televisão pública e para programas inesquecíveis, num exercício de memória coletiva que todos apreciaram. No final, houve oportunidade de fazer algumas questões ao convidado, que prontamente se dispôs a esclarecer dúvidas e algumas curiosidades. A terminar, num ambiente de puro convívio, o jardim interior da FLL, onde foi servido um Dão de Honra, foi lugar de diálogo entre o convidado e os participantes, onde se partilharam memórias e se discutiu o estado atual da televisão em Portugal, entre muitos outros temas abordados numa noite que entrou pela madrugada, mas que, ainda assim, soube a pouco. Quando o convidado é um comunicador de excelência, todo o tempo é pouco para esvaziar o interesse pela temática abordada. Foi assim com Julio Isidro: inesquecível. Nome, aliás, do programa da autoria de Júlio Isidro, que também apresenta, na RTP Memória.

Noite de fados com o grupo: Fado ao Centro

No passado sábado, dia 4 de novembro, o Auditório Maria José Cunha da Fundação Lapa do Lobo, encheu-se por completo para ouvir cantar o fado. O grupo Fado ao Centro de Coimbra, trouxe até nós um magnifico espetáculo de fado de Coimbra, que foi contextualizado pela apresentação de dois documentários visuais: ” O Fado de Coimbra” e “Evolução da Canção de Coimbra”. João Farinha( voz), Hugo Gamboias (guitarra portuguesa) e Luís Carlos Santos (viola), interpretaram temas da nomes incontornáveis como: Luiz Goes, Carlos Paredes, Manuel Alegre, José Afonso, Adriano Correia de Oliveira entre outros. Este grupo, tem percorrido o país e tocado e cantado em grandes palcos nacionais como o CCB e a Casa da Música, e cada vez mais no estrangeiro (Cabo Verde, Espanha, França, Holanda, Áustria, Brasil, EUA, etc. Com o público muito entrosado no espetáculo, foram vários os temas que este mesmo público cantou acompanhando João farinha. Ficou a promessa de um novo momento com este grupo, desta feita num registo ao ar livre no Pátio da Fundação.

Os passeios do Lobinho da Lapa

Durante o mês de outubro “O Lobinho da Lapa”, figura central da lenda da aldeia da Lapa do Lobo, editado agora em livro, andou pelas escolas do Pré-escolar e 1º Ciclo dos Agrupamentos de Escolas de Carregal do Sal, Nelas e Canas de Senhorim.

“O Lobinho da Lapa” é uma edição das Edições Convite à Música, numa coprodução com a Fundação Lapa do Lobo, e conta a versão para a infância de “O Lobo da Lapa”: a história do Lobo que habitava numa Lapa e que um dia se cruzou com Santa Catarina (nesta versão, a fada Catarina) e passou a ser protetor da aldeia da Lapa do Lobo. Pela mão do Coordenador da Biblioteca da Fundação Lapa do Lobo, “O Lobinho da Lapa” foi apresentado a cerca de mil crianças dos concelhos de Nelas e Carregal do Sal, onde foi possível, para além de ler a história, ver o filme de animação 3D e cantar a canção “O Lobinho Assustador”, que acompanham o livro. Também foi possível visitar a exposição “O Lobinho da Lapa” patente durante o mês de outubro nas diferentes escolas envolvidas. O livro está disponível para consulta em todas as Bibliotecas quer da Rede de Bibliotecas de Nelas, quer da Rede de Bibliotecas de Carregal do Sal. Os vídeos podem vistos nas plataformas digitais através de um link presente no livro ou ser visionados no canal de Youtube “O Lobinho da Lapa”.