Cesariny – Pintura e Cinema

Durante cerca de 3 anos, o realizador Miguel Gonçalves Mendes (na altura com 24 anos) acompanhou o poeta e pintor Mário Cesariny no final da sua vida. Deste encontro resultou uma obra intimista, o galardoado filme: “Autografia” – retrato único do artista surrealista. Conversando sobre temas universais como o amor, a vida e a morte, Miguel Gonçalves Mendes foi conhecendo Mário e Mário ao conhecer Miguel, foi ficando, nas suas palavras “miguelista”. Desta forte amizade entre ambos, Miguel guardou várias obras, que Cesariny lhe ofereceu ao longo do processo de filmagem. Nesta exposição dá-se a conhecer a coleção privada do realizador de obras de Mário Cesariny, na sua maioria inéditas e pela primeira vez expostas ao público. Foram estas obras que no sábado dia 20 de maio foram apresentadas na inauguração desta exposição patente na Galeria da Fundação Lapa do Lobo. A par desta exposição, foi exibido no Auditório o filme “Autografia”. Estes dois momentos contaram com a presença do realizador Miguel Gonçalves Mendes. A exposição pode ser visitada até setembro e serão organizadas pela Fundação sessões de visionamento do filme, que oportunamente serão divulgadas.

Workshop – Descobrindo o Cinema

No passado sábado dia 20 de maio, realizou-se no Edifício Multifuncional da Fundação Lapa do Lobo, o workshop “Descobrindo o Cinema”. Durante cerca de 2 horas, o realizador Miguel Gonçalves Mendes, trabalhou com 10 crianças, explicando os mecanismos que constroem e compõem o cinema. Através de imagens dos filmes que as crianças conhecem e que mais gostam (com especial destaque às obras de animação da Pixar), o realizador ensinou técnicas de montagem de um filme de animação, e a importância da montagem na construção da história.

Apresentação do Livro: “Um Homem de Palavra” de Jorge Branquinho

No passado dia 19 de maio, o Auditório Maria José Cunha, na Fundação Lapa do Lobo, foi o local da apresentação de mais um livro da autoria de Jorge Branquinho – natural de Nelas, professor de Filosofia e Psicologia, atualmente aposentado. Depois de “O ser da linguagem”, um livro de poesia editado em 2000, pela Câmara Municipal de Nelas, e do romance “aurelianos”, em 2015, com a chancela da Chiado Editora, o autor apresentou a sua terceira obra, também um romance, intitulado “Um homem de palavra”. Com a plateia recheada de familiares e amigos do próprio autor, mas também da arte da escrita e da leitura, a noite teve como anfitrião o Coordenador das atividades da Biblioteca da FLL, Rui Fonte, que se fez acompanhar na mesa por, para além do autor, o Dr. Borges da Silva, Presidente da Câmara Municipal de Nelas, e Lurdes Branquinho. Depois de um breve cumprimento e uma curta apresentação, Rui Fonte passou a palavra ao Dr. Borges da Silva, que teceu alguns comentários sobre a vida e obra do autor, de quem é amigo pessoal. Lurdes Branquinho, a par com Rui Fonte, responsabilizaram-se pela leitura de um texto escrito por Purificação Garcia, ausente por motivos pessoais, mas que não quis deixar de apresentar a sua análise à obra de Jorge Branquinho. De seguida, o autor teceu alguns agradecimentos e falou acerca de “Um homem de palavra” e sobre a aventura de editar um livro em edição de autor, depois de, nos livros anteriores, ter experimentado outras formas e apoios editoriais. Chegou o momento musical, da responsabilidade dos jovens Filomena e João, que interpretaram de forma exímia um Minuet de Bach. Seguiu-se a habitual sessão de autógrafos e um Dão de Honra, no pátio da Fundação Lapa do Lobo, que permitiu um afável convívio entre o escritor e todos os presentes, terminando, desse modo, mais um serão bastante agradável na Fundação Lapa do Lobo.

VI Encontro de Música de Câmara da Fundação

Realizou-se no passado dia 6 de maio o VI Encontro de Música de Câmara da Fundação Lapa do Lobo. Como vem sendo hábito e à semelhança dos últimos 3 anos, este encontro teve lugar no Centro Cultural de Carregal do Sal e contou com a presença das 4 Bandas Filarmónicas apoiadas pela Fundação; Sociedade Musical de Santo António de Carvalhal Redondo, Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato, Sociedade Musical 2 de Fevereiro de Santar e Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias. Cada uma destas 4 Bandas apresentou 3 Grupos distintos que apresentaram a sua peça musical. Foram cerca de 200 músicos que passaram pelo palco, desde os mais pequenos e que integraram as Bandas recentemente, até aos mais velhos, num momento de salutar convívio, e aprendizagem entre as Bandas presentes. No final com elementos de todas as Bandas em palco foi tocado o Hino da Fundação Lapa do Lobo – “Tributo à Fundação” obra da autoria de Luís Cardoso (música) e letra de Rui Fonte, esta peça foi oferecida à Fundação pela Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato. Dr. Carlos Torres chamado ao palco no final mostrou-se bastante satisfeito pelo resultado apresentado, realçando a importância das Bandas Filarmónicas na formação dos jovens, e atribuiu o 1.º Prémio às 4 Bandas presentes, mostrando assim que este Encontro serve mais de convívio e de aprendizagem e não de competição.

“O Lobinho da Lapa” – Ap. Livro e Inaug. Exposição

Na manhã de 6 de maio de 2017 assistiu-se à apresentação do livro “O Lobinho da Lapa” e à inauguração da Exposição com o mesmo nome. “O Lobinho da Lapa” é um conto infantil, de ficção, inspirado na lenda da Lapa do Lobo e surge no seguimento do livro “O Lobo da Lapa” – uma memória coletiva da população da Lapa do Lobo, escrito em 2014. Editado pelas Edições Convite à Música (ECM), de Santa Comba Dão, “O Lobinho da Lapa” pode ser adquirido no circuito comercial habitual (livrarias e superfícies comerciais), mas também no edifício-sede da Fundação Lapa do Lobo. Para além da história em si, o livro pode ser visto, ouvido e cantado, pois tem incluído um link para um canal de Youtube, onde se podem ver e ouvir três vídeos: A história em filme animado; uma canção intitulada “O Lobinho assustador” e, por último, a mesma canção em formato karaoke. O Auditório Maria José Cunha foi o local escolhido para o início da sessão, com a receção de boas vindas da Eng. Maria do Carmo, principal impulsionadora deste projeto. Depois de uma breve contextualização por parte de Rui Fonte – coordenador das atividades da Biblioteca da FLL –, o prof. Paulo Gomes, da ECM, abordou a questão editorial e os passos realizados para tornar possível a edição do livro, passando a palavra a Ricardo Silva, responsável pela Animação 3D e ilustrações do livro, que explicou como transformou a história num filme 3D. No seguimento desta explicação, as cerca de 80 pessoas presentes no Auditório puderam assistir à estreia do filme em Animação 3D de “O Lobinho da Lapa”. De seguida, subiu ao palco a Inês Gouveia, que dá voz à canção “O Lobinho Assustador”, acompanhada à guitarra por Ariana Neves, para uma interpretação ao vivo. No final, foi possível assistir também ao vídeo da música, parte integrante, como já foi referido, do canal do Youtube. Seguiu-se uma curta Oficina Musical, onde Luís Matos, da ECM, autor da música, com a colaboração das crianças e jovens do Ateliê das Artes e do Grupo de Guitarras e Iniciação Musical da Fundação Lapa do Lobo, coordenou os presentes de forma a que todos conseguissem cantar, sem desafinar, a música “O Lobinho Assustador”. A manhã terminou com a visita à Galeria da Fundação Lapa do Lobo, onde se inaugurou a Exposição “O Lobinho da Lapa”, constituída por 17 painéis ilustrados, baseados no livro, que contam a história da Lenda da Lapa do Lobo para um público mais novo, na tentativa de preservar, em todas as idades, a memória e identidade coletiva da aldeia da Lapa do Lobo.

DEIXA-ME SER…

Nos dias 20, 21, 22, 24, 26, 27 e 28 de abril, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo apresentou 16 sessões do espetáculo de teatro “Deixa-me Ser”, em mais uma coprodução com as Comédias do Minho, ao qual assistiram 820 pessoas, entre pais e filhos, alunos e professores do 1º Ciclo do Ensino Básico dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, Carregal do Sal e Nelas.
Quem nunca ouviu, a determinada altura na vida, a pergunta “O que queres ser quando fores grande?”? A partir desta questão, que impõe à infância uma espécie de futuro antecipado, desenvolveu-se um espetáculo-jogo, em (des)equilíbrio entre realidade e imaginação, num ambiente a preto e branco, onde todas as escolhas são possíveis.
Mas, “Afinal, o que é ser grande? Se calhar, é quando tiver a resposta. Se calhar, ser grande é ter as respostas. Saber das coisas. Porque cai a chuva? Porque se mexe a lua? Mas, então, nunca ninguém era crescido.” Esta é uma das falas do espetáculo, cuja proximidade lúdica com o público suscitou reflexões profundas e surpreendentes sobre o tema da infância, nas conversas finais entre artista e crianças. Foram partilhados pensamentos e sensações como: “[A personagem] era uma criança indecisa, se queria crescer ou não”; “[O espaço branco do cenário] é a zona da imaginação dele”; “Eu gostava de perguntar às pessoas adultas que aqui estão se queriam voltar a ser crianças!”; “Eu gostei deste teatro, porque demonstra algumas coisas que nós gostávamos de fazer e que não podemos, porque os nossos pais não nos dão tanta liberdade”; Isto foi um teatro com ligação à realidade e à imaginação”; “[Ele está todo de branco] porque ele disse que, quando for grande, quer ser tudo. Então, aquilo quer dizer a imaginação dele, está tudo em branco e vai pondo a sua imaginação”; “Este espetáculo parece uma mistura do Dia da Criança com o Dia da Liberdade”… A liberdade de ser e de crescer, a brincar.
No livro “O Brincador”, escreve Álvaro de Magalhães: “Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor. Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for. Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for. Quando for grande, quero ser um brincador.”
Foi também este pensamento sobre a infância, que remete para o direito a brincar (juridicamente consagrado), que inspirou a equipa artística deste espetáculo, constituída por Luís Filipe Silva (criação), Nuno Preto (criação e interpretação), Ricardo Alves (apoio à dramaturgia) e Inês Mariana (cenografia).
Com esta proposta, procurou-se sensibilizar para a importância do brincar; envolver as crianças na reflexão e no debate em torno de temas pertinentes, como a infância, o crescimento e a educação; estimular competências expressivas, criativas e afetivas; promover a sensibilidade estética e artística.

IDEIAS FIXAS

Nos dias 10, 11, 12 e 13 de abril, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) dinamizou a oficina de teatro IDEIAS FIXAS, com orientação do ator Nuno Preto. Inspirada no universo temático e artístico do espetáculo “Deixa-me Ser” – que será apresentado, na FLL, entre 20 e 28 de abril -, esta oficina contou com a participação de 16 crianças e jovens com idades entre os seis e os 14 anos.
Há quem tenha muitas ideias, há quem não faça ideia nenhuma e há quem seja de ideias fixas! Neste laboratório de teatro, houve espaço para todas as ideias (e para a ausência delas também), exploradas com humor, através da improvisação e da reflexão. Com base em técnicas tipicamente clown, trabalhou-se o conceito do corpo físico da imaginação, procurando estimular a expressão criativa e o desenvolvimento pessoal.
Entre o “eu” e o “outro”, surgiram manipulados a manipuladores, palavras sussurradas e movimentos poéticos, gritos e gestos, malas de viagem e fios invisíveis, humanos conformados e marionetas revoltadas, gargalhadas e pés descalços… E magia!
Os principais objetivos desta proposta, para as férias de Páscoa, foram: criar espaços de liberdade de expressão e de criação; promover a expressão dramática e o teatro como recursos criativos; estimular competências cognitivas, expressivas e sociais; proporcionar a descoberta e a experimentação partilhada, em processos artísticos de criação; suscitar a reflexão e o debate em torno de temas pertinentes, como a infância, o crescimento e a educação.
Como habitualmente, a última sessão da oficina terminou com uma breve apresentação pública, através da qual os participantes tiveram oportunidade de partilhar o processo de trabalho com familiares e amigos.

Curso de Manualidades

Pretende a FUNDAÇÃO LAPA DO LOBO iniciar um novo curso de:
MANUALIDADES

Este curso iniciar-se-á em 08 de MAIO DE 2017 e terá uma duração de 1 ANO.
As actividades decorrerão no Espaço Multifuncional da Fundação Lapa do Lobo, às SEGUNDAS-FEIRAS entre as 18h00 e as 20h00.
Monitora: Adélia Alvadia.
Público-Alvo: ADULTOS
NÚMERO DE VAGAS: 10

INSCRIÇÃO EM REGIME PRESENCIAL, NO EDIFÍCIO MULTIFUNCIONAL DA FUNDAÇÃO A PARTIR DE 2.ª FEIRA DIA 24 DE ABRIL, ENTRE AS 18H00 E AS 20H00.

Santo António – Inscrições Abertas

Marchas Populares de Santo António

Inscrições para Marchantes e para Grupo de Cantares:

-Encontram-se abertas as inscrições para a Marcha Popular de Santo António, que irá realizar-se no dia 17 de Junho.

 

Assim, os interessados em fazerem parte, devem fazer a sua inscrição na Fundação Lapa do Lobo entre os dias 17 e 30 de Abril.

Inscrições dos 5 aos 95 anos!

PALESTRA “A INFÂNCIA NO TEMPO” NA FUNDAÇÃO LAPA DO LOBO

No passado sábado, dia 1 de abril de 2017, o Auditório Maria José Cunha recebeu Paula Pranto, para uma palestra sobre “A Infância no Tempo”, onde se abordaram diferentes temáticas centradas, essencialmente, no brincar de hoje, com a convidada a expor algumas ideias, conselhos e técnicas para profissionais e famílias.

Esta Palestra incluiu-se na sequência de atividades realizadas no âmbito da Exposição “A Infância no Tempo”, patente na Galeria da Fundação Lapa do Lobo, desde 14 de janeiro até 29 de abril. Uma exposição que conta com uma mostra de brinquedos antigos (espólio particular de Germano Simão); com um documentário vídeo e depoimentos escritos sobre as brincadeiras de Infância na Lapa do Lobo ao longo do último século.

Paula Pranto é autora do livro “Eneagrama e Foco: A caminho do seu melhor”, editado pelas Edições Mahatma, mas a noite abraçou muitos outros assuntos, assentes nos tipos de personalidade e relação entre pais/filhos e educadores/ crianças.

Num ambiente informal, muito bem conduzido pela convidada, os presentes tiveram oportunidade de ouvir e partilhar algumas experiências relacionadas com a temática que a todos nos preocupa.

Esta foi a 2.ª vez que Paula Pranto esteve na Fundação.

Já em 2015 tinha estado a convite do Serviço Educativo, em contexto formativo.