Palestra – Referências menos conhecidas do universo queirosiano

No passado sábado dia 24 de Março muitos foram os amigos de longa data do Dr. César Fonseca Veloso ilustre Carregalense que marcaram presença no Auditório Maria José Cunha da Fundação Lapa do Lobo para uma interessante Palestra acerca da vida e obra de Eça de Queirós.

Nota Biográfica do Autor:
– Dr.º César Fonseca Veloso. Nome Literário: César da Fonseca Veloso / José Fernandes (pseudónimo) Natural do Concelho de Carregal do Sal (Travanca de S. Tomé) Nascido em Agosto de 1935, reside em Lisboa desde 1963.
Percurso Escolar: Ens.primário: Laceiras 1941/42; Travanca 1942/43 – Carregal do Sal 1943/45. Ens. Secundário: Colégio Nun´Alvares C.Sal : 1945/50. Magistério Primário de Viseu: 1951/53.
Ens. Superior: Fac. Direito Un. Coimbra 1960/63 – Fac. Direito Un. clássica Lisboa: 1964/65. Post Licenciatura: Especialização em ” maritime law”Univ. Southampton 1980.

Atividades de índole cultural:

Membro fundador e depois Presidente da Direção do Círculo Cultural de Carregal do Sal, associação fundada por iniciativa do Dr. Luís de Almeida Melo que dentro dela criou uma galeria de arte moderna, hoje exposta, com o seu nome, no Museu Soares de Albergaria daquela vila – 1960 a 1995 ;
Vice- Presidente da Direcao do Centro Cultural Eça de Queirós, (CCEQ) desde 2008 ;
Membro louvado da Confraria Queirosiana, desde 2014 ;
Ensaísta sobre temas literários, ligados sobretudo à obra de Eça de Queirós, ao desporto e ao nordeste brasileiro, lidos no Colóquio Luso – Brasileiro dos Olivais, organizado anualmente pelo CCEQ, e publicados designadamente na Revista desta última associação.
Autor da obra de ficção «Oitentações», de 2016.

Foi pela mão do amigo de infância Dr. Artur Saraiva, que se iniciou a palestra que focou 4 pontos da vida e obra de Eça e do universo queirosiano, a saber:

– Eça de Queirós em Família;

– Eça de Queiroz em Cuba;

– O desporto na vida e obra do escritor;

– Eça de Queirós, um agitador no Brasil.

A palestra que durou cerca de duas horas terminou como habitualmente com um Dão de Honra na pátio da Fundação, num momento de convívio entre todos os convidados.
(fotos Lino Dias)

CAÇADORES DE PAISAGENS

Para a primeira semana de férias de Páscoa, entre os dias 26 e 29 de março, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) propôs “Caçadores de Paisagens”, uma oficina de fotografia orientada por Duarte Belo e Cristina Nogueira. Esta proposta, dirigida a crianças e jovens entre os seis e os 15 anos, partiu da exposição “Lugares para Viagem”, de Duarte Belo, patente na Galeria da FLL. Concebida como mais uma possibilidade de percurso criativo, esta oficina assumiu-se também como uma ação de sensibilização, valorização e promoção do património e da paisagem.
Afinal, são urgentes os ‘caçadores de paisagens’, para que possam descobrir, conhecer, documentar… e até salvar (pelo menos, do esquecimento) florestas, edifícios, caminhos e outras presenças na natureza e no património que habitam a aldeia. Através da técnica de photovoice, os participantes desta oficina foram convidados a usar a fotografia como meio de autorreflexão e autoexpressão sobre identidade e memória, inspirados pelas paisagens interiores e exteriores. E, porque este é um projeto de inscrição territorial, o resultado foi uma instalação visual com formato de percurso com as imagens construídas por cada um. Como uma viagem a preto e branco ou a cores.
Os pais, familiares e amigos foram convidados a fazer este percurso pelos espaços da FLL, que terminou numa visita guiada por Duarte Belo à exposição “Lugares para Viagem”. Pelo caminho, ouviram-se também registos escritos sobre a experiência, pela voz dos participantes: “Esta era uma árvore muito antiga e ardeu. Tenho muita pena dela, porque era uma recordação do meu avô”; “[Esta oficina] levou-me a aprender mais curiosidades fotográficas”; “Escolhi esta imagem, porque me fez olhar para as coisas de outra maneira: com mais cor, mais bondade e mais atenção”; “Decidi que, em todas as minhas fotos, teria que haver um pouco de Natureza”; “Tudo o que acaba deixa vestígios”; “Eu escolhi esta foto, pois é bom termos recordações de paisagens bonitas”; “Esta foto é a minha favorita, porque, tal como o meu autorretrato, tem água. (…) A relação da água em todas as minha fotografias tem a ver com a tranquilidade que quero, tenho e tento transmitir”; “As minhas fotografias são influenciadas pelo lado estético”; “Solidão e vazio, o tempo e a destruição, tudo isto se une com a Natureza para nos proporcionar um momento de silêncio e de reflexão”; “As árvores, não sei porquê, transmitem-me liberdade”; “Nesta semana, foi o que aprendi, que tudo tem o seu valor”; “Não fotografo, normalmente, à procura de um significado ou mensagem”; “Nós fazemos a nossa paisagem”.
Como habitualmente, o Serviço Educativo definiu objetivos específicos para esta atividade, entre os quais: sensibilizar o público jovem para a importância da memória e da identidade de um povo e de um território; promover a valorização da paisagem e da arquitetura da região; criar, ou aprofundar, uma relação afetiva e efetiva com a aldeia da Lapa do Lobo; proporcionar o contacto com a linguagem visual como recurso de expressão, comunicação e investigação; potenciar o ato crítico e criativo, através da imagem fotográfica.

SER OU NÃO SER LIVRE

Na semana passada, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da FLL levou a socióloga da infância Gabriela Trevisan e o dramaturgo José Maria Vieira Mendes a escolas de Canas de Senhorim, Carregal do Sal e Nelas, à procura de inspiração sobre Liberdade.
Há quem a encontre fechada no quarto, há quem pense que ela é mais das crianças do que dos adultos, há quem a associe à imaginação, há quem queira vê-la na cantina, há quem nunca tenha lutado por ela, há quem lhe chame silêncio…
Esta foi a residência artística que deu início ao processo de criação de “Liberdade – Mini-Conferência para Miúdas e Miúdos Curiosos”, numa coprodução com o Maria Matos Teatro Municipal.
Nos dias 26, 27 e 28 de abril, escolas e famílias são convidadas a participar neste debate, na FLL.

Concerto com Trio Portenõ e Ricardo Neves

Fundado por Filipe Ricardo, António Justiça e Davide Amaral em 2013, o Trio Portenõ procura explorar uma combinação instrumental pouco convencional (duas guitarras e uma concertina). A viagem musical do grupo tem como ponto de partida o nuevo tango argentino e as grandes referências musicais são como não poderia deixar de ser: Astor Piazzolla e Carlos Gardel. Trio Portenõ tem percorrido vários palcos entre Portugal e a vizinha Espanha, e em 2016 estreou-se com uma série de apresentações com o cantor Ricardo Neves. Foi perante um público muito curioso que o Trio se apresentou no serão do passado sábado 10 de março no Auditório Maria José Cunha, FLL e foi este mesmo público que por diversas vezes os aplaudiu entusiasticamente. Dos temas mais conhecidos de Astor Piazzolla como: “Adios Nonino”,”Primavera Porteña” e “Los Pájaros Perdidos”, passando por temas originais do grupo, como o tema “Pontos de Passagem” que dá nome ao último trabalho, a temas como “El tango de Roxanne” de Sting & Marianito Mores, este um dos momentos mais aplaudidos da noite, foi sem dúvida um concerto que não deixou ninguém indiferente e ficou a promessa deste grupo voltar em breve à Fundação.

 

UM ENCONTRO LITERÁRIO, UM CONCURSO DE ORATÓRIA E UM WORKSHOP DE ESCRITA CRIATIVA COM ANA SALDANHA

“A Beatriz agarra com a mão húmida o pulso de Daniel. / – Não me deixes aqui… Não me deixes sozinha… – choraminga. / O Daniel passa-lhe o braço à volta dos ombros e o Rufo lambe-lhe o pé descalço e sujo. Com um solavanco, o elevador continua a subir para as alturas. Treze, número de sorte.”: este é o final do livro “Escrito na Parede”, da escritora Ana Saldanha, obra escolhida para a quinta edição do Concurso de Oratória “Texto puxa Palavra”, promovido pelo Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) e pelo Clube de Oralidade do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal.
Depois de uma fase de escola, as provas públicas finais do Concurso foram apresentadas no Auditório Maria José Cunha, na FLL, no dia 2 de março. Os concorrentes foram 24 alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico dos Agrupamentos de Escolas de Canas de Senhorim, de Carregal do Sal e de Nelas.
Este Concurso, idealizado por Carla Marques, docente responsável pelo Clube de Oralidade do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, procura sensibilizar o público mais jovem para a importância do desenvolvimento dos diferentes domínios associados à capacidade de nos expressarmos em público. A partir de provas de leitura expressiva, dramatização e argumentação, inspiradas numa obra literária, premeiam-se, em cada ano, os melhores oradores, com livros, filmes e cheques-oferta fnac.
Na edição deste ano, fizeram parte do Júri a escritora Ana Saldanha e, uma vez mais, o encenador António Leal e a investigadora/professora da Universidade do Porto Ana Mouraz, que puderam partilhar algumas considerações a partir do seu conhecimento e da sua experiência, em cada uma das áreas respetivas das provas.
Assistiram à fase final de “Texto puxa Palavra” cerca de 120 pessoas, entre alunos e professores daqueles agrupamentos de escolas.

No dia anterior, 1 de março, a autora Ana Saldanha visitou estes três Agrupamentos de Escolas, num “Encontro Literário”, durante o qual todos os concorrentes, outros alunos e alguns professores (num total de cerca de 180 pessoas) foram convidados a conversar informalmente com a escritora e tradutora, sobre a escrita, o processo criativo, as obras, as personagens… Com estes encontros, o Projeto Alcateia pretende proporcionar o contacto com escritores e obras literárias, promover a leitura, o livro e a literatura, estimular a discussão e a reflexão sobre temas pertinentes e, sobretudo, criar espaços de expressão para o público jovem.

A presença de Ana Saldanha possibilitou ainda a realização, no dia 3 de março, de “Escrever (par)a Infância”, um workshop de escrita criativa, através do qual se procurou promover a escrita como recurso de pensamento, de expressão e de comunicação, sensibilizar para a importância da palavra e do discurso e desenvolver competências criativas e expressivas.
O grupo de participantes no workshop, com idades entre os 32 e os 68 anos, chegaram de localidades vizinhas como Carregal do Sal, Oliveira do Conde, Cabanas de Viriato, Nelas e Canas de Senhorim, bem como de concelhos como Mangualde, Gouveia e Penalva do Castelo, partilhando entre si o interesse pela leitura, pela escrita e pela infância.
Como citou a escritora (do seu livro “Para o meio da Rua”): “Tenho uma cave na minha infância, como todos temos uma cave, que pode ser no sótão ou ao fundo do jardim ou na minha cabeça ao adormecer.”

INFORMAÇÃO – Rastreios

INFORMAÇÃO
Rastreios
Informam-se todos os interessados que a Fundação Lapa do Lobo irá promover uma ação de vigilância de fatores de risco (rastreios) no
Dia 17 de março (sábado).
As ações visam medir alguns dados e informar sobre os cuidados a ter com:
– Hábitos saudáveis em geral (Colesterol; Glicémia; Tensão Arterial…)
– Nutrição Alimentar (Peso; Altura; Índice de Massa Corporal; Gordura Visceral;
– Rastreio visual.
As ações decorrem entre as 09h00 e as 12h30 e as 14h30 e as 18h00.
Serão no 1º andar do Edifício do Jardim de Infância da Lapa do Lobo.

NARRATIVAS DE LUZ E SOMBRA

Nos dias 19, 20, 21 e 22 de fevereiro, o Projeto Alcateia – Serviço Educativo da Fundação Lapa do Lobo (FLL) apresentou “Narrativas de Luz e Sombra”, uma visita-oficina de fotografia e escrita, orientada por Duarte Belo e Cristina Nogueira. Esta proposta, dirigida a seis turmas do 12º ano do Ensino Secundário, partiu da exposição “Lugares para Viagem”, de Duarte Belo, patente na Galeria da FLL. Concebida como uma possibilidade de percurso criativo, “Narrativas de Luz e Sombra” assumiu-se também como uma ação de sensibilização, valorização e promoção do património e da paisagem.
Uma igreja permanece ao centro, campos desaparecem, casas crescem para todos os lados, estradas interrompem vegetação, árvores esticam-se, telhados impõem manchas de cor, rochas e montanhas parecem imperturbáveis… Entre a terra, o céu e o granito, estas são imagens do filme “A Luz da Terra Antiga”, de Luís Oliveira Santos, baseado no livro “Portugal Luz e Sombra”, de Duarte Belo. Estas foram também as referências para esta oficina, que procurou o diálogo entre transformações e permanências na paisagem, desafiando o espírito de investigação dos mais jovens.
Cada participante foi desafiado a fazer o seu registo fotográfico pessoal, num formato de grande liberdade estética e criativa: a cruz da capela em contraluz, o trevo entre granitos, a bica de água a correr, a oliveira grande com a serra atrás, pequenas estatuetas de pedra, um telheiro, paredes de pedra e aço, plantas rasteiras de várias cores, a textura das árvores… E daqui surgiram breves narrativas, inspiradas por leituras visuais do nosso território: “Só podemos observar a Natureza através da luz”; “A efemeridade da Natureza e a longevidade das memórias”; “A oliveira transmite uma sensação de tranquilidade e pureza”; “É preciso ter coragem para sairmos da nossa própria sombra”; “O aço e a pedra, a sombra e a luz, construções humanas”…
Imagens e textos-legenda passaram, depois, a integrar “Lugares para Viagem”, uma exposição aberta e dinâmica, que, até ao dia 7 de abril, acolhe os mais diversos contributos por parte da comunidade, entre os concelhos de Carregal do Sal e de Nelas.
Os objetivos educativos desta proposta foram: sensibilizar o público jovem para a importância da memória e da identidade de um povo e de um território; promover a valorização da paisagem e da arquitetura da região; proporcionar o contacto com a linguagem visual como recurso de expressão, comunicação e investigação; e estimular o espírito de curiosidade e de criatividade.
Nos dias 26, 27, 28 e 29 de março, um novo desafio será lançado a crianças e jovens, entre os 6 e os 15 anos, com a oficina de férias “Caçadores de Paisagens”, outro percurso criativo integrado nesta exposição documental “Lugares para Viagem”.
Esta reflexão partilhada sobre o espaço, muito próxima daquele que é o nosso quotidiano, mostra-nos que, nas palavras de Duarte Belo, “o aumento da qualidade do espaço em que vivemos tem uma consequência muito direta no aumento da nossa qualidade de vida”.

“Um capítulo sobre… Redes Sociais” na Fundação Lapa do Lobo

Dando continuidade às tertúlias literárias promovidas pela Biblioteca da Fundação Lapa do Lobo, o Auditório Maria José Cunha, na FLL, recebeu, na passada noite de 17 de fevereiro, Catarina Miranda – locutora da Rádio Comercial e blogger – e Miguel Raposo – gestor de influenciadores e mentor da Be influence.

Mariana Torres, curadora da Galeria da FLL, foi a moderadora de uma conversa que durou cerca de duas horas e meia. Como não poderia deixar de ser, ainda por cima sendo esta a temática, a tertúlia foi transmitida pelas Redes Sociais, através da Rádio Clube do Dão.

Sendo o tema das Redes Sociais bastante abrangente, a conversa teve como mote o livro “Torna-te um Guru das Redes Sociais”, da autoria de Miguel Raposo. Foram abordadas questões relacionadas com Facebook, Instagram, Twitter ou Linkedin, todas elencadas na principal dúvida: será que usamos estas redes sociais a nosso favor?

Ao longo da noite, refletiu-se sobre a influência das Redes Sociais no quotidiano e, essencialmente, quais os limites que devemos estabelecer no nosso comportamento mediante a presença constante das Redes Sociais. Também foram esclarecidas algumas questões mais práticas, como as principais regras a cumprir e quais os perfis e conteúdos mais adequados para cada plataforma e objetivo de cada utilizador.

Com a noite a entrar pela madrugada, foi possível trocar umas últimas impressões com os convidados durante o Dão de Honra servido no pátio da FLL, que assinalou, como habitual, o encerramento de mais uma noite bem passada na Fundação Lapa do Lobo.

Concerto Coro Mozart

No passado sábado dia 27 de Janeiro, o Centro Cultural de Carregal do Sal encheu-se para assistir ao concerto com o Coro Mozart (Viseu). Este espetáculo totalmente promovido pela Fundação Lapa do Lobo, trouxe até Carregal do Sal um dos Coros Juvenis mais requisitados nacional e internacionalmente e com um currículo invejável no que a prémios e distinções diz respeito.
Completando nesse mesmo dia 13 anos de existência, o Coro Mozart sob a batuta do Maestro Dionísio Vila Maior​ (que conduz este Coro desde 2006) apresentou um magnífico concerto que levou ao rubro as cerca de 300 pessoas que até ali se deslocaram para se deixarem surpreender por este espetáculo.
O mesmo dividiu-se em 2 partes, uma primeira com um reportório mais pop e com um momento dedicado ao gospel que pôs de pé o público em grande harmonia e cumplicidade com os coralistas, e uma segunda parte com a representação musical do nao menos famoso musical – “Les Miserábles” momento muito emotivo e emocionante que fechou o concerto com chave de ouro.
Chamado a palco pelo Presidente do Coro Mozart – Professor José Carmo​, para receber o último DVD do grupo, o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Lapa do Lobo – Dr. Carlos Torres, agradeceu a simpática oferta, enaltecendo o fantástico trabalho apresentado e o projeto desenvolvido,fez questão de parabenizar publicamente o Maestro, o Presidente e acima de tudo os jovens coralistas do grupo, deixando bem claro que estava extremamente comovido com o que tinha acabado de assistir, e que foi mais um grande momento vivido naquela sala, acrescentando que esta foi a primeira vez que o Coro Mozart veio a Carregal do Sal, mas que não será por certo a última.